Jornalista atacada no Cairo conta que foi "violada com as mãos"
A jornalista sul-africana Lara Logan descreveu pela primeira vez a forma como foi molestada sexualmente por uma multidão de homens egípcios quando estava em reportagem na Praça Tahir, no Cairo. "Durante um longo período de tempo, violaram-me com as suas mãos", disse em entrevista ao programa '60 Minutes' que será transmitido domingo nos EUA.
Lara Logan, que estava a cobrir as manifestações que levaram ao derrube de Hosni Mubarak, foi sequestrada por 200 a 300 homens na praça da capital egípcia no dia 11 de Fevereiro.
Só foi resgatada 40 minutos mais tarde, graças à intervenção de soldados que tinham sido alertados por um grupo de mulheres.
"As minhas roupas ficaram feitas em pedaços mas aquilo que mais me chocou foi a ausência de misericórdia deles. A minha dor e o meu sofrimento agradavam-lhes e só incitavam mais violência", disse a jornalista sul-africana de 40 anos, que foi levada de volta para os EUA depois do ataque.
O ataque começou numa altura em que o operador de câmara egípcio com que estava a trabalhar lhe disse que tinham de fugir do local onde se encontravam.
"Pensei que não só iria morrer ali como sofreria uma morte lenta, tortuosa e interminável", confessou Lara Logan na emotiva entrevista ao '60 Minutes'.
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