JÚLIA TROCA EMPREGO POR PROSTITUIÇÃO
O programa “A Grande Oportunidade” de Júlia Pinheiro foi adiado a poucas horas de ir para o ar, pelas 18h00, de ontem, dia marcado para a estreia. A TVI, através do seu gabinete de Imprensa, alega que o programa que dá empregos a quem precisa só vai para o ar na próxima segunda-feira devido a problemas relacionados com os cenários que “não ficaram prontos a tempo”.
Entretanto, Júlia Pinheiro apresentou na noite de ontem um programa especial de informação sobre a prostituição, uma solução de última hora, que ao fim da tarde de ontem ainda não figurava no ‘site’ oficial da TVI, onde, curiosamente, se encontrava ainda assinalada a estreia de “A Grande Oportunidade”. A apresentadora desmarcou todas as entrevistas agendadas para as próximas duas semanas e a Nanook, a produtora do programa, remeteu todas as informações sobre o assunto para a TVI.
O cenário de “A Grande Oportunidade” foi idealizado para o espaço onde é feito o programa “A Vida É Bela”, de Carlos Ribeiro, um estúdio de dimensões reduzidas que serve também para as gravações do programa infatil “Batatoon”, que em breve vai ter “casa” própria” - as obras estão em andamento há meses.
De acordo com alguns técnicos é humanamente impossível desmontar os cenários de “A Vida É Bela”, substituí-los pelos de “A Grande Oportunidade” e adaptar a iluminação em cerca de uma hora e meia, o tempo que medeia entre o fim de um programa e o começo de outro. Segundo os mesmos técnicos, nem com os cenários a deslizarem sobre rodas, com elementos amovíveis, a situação se altera.
Isto porque existem ainda outros aspectos técnicos que só podem ser realizados depois da montagem do cenário como, por exemplo, os testes de som e imagem, e a limpeza do estúdio que não podem ser efectuados em simultâneo.
“A Grande Oportunidade” é um formato inédito em Portugal que teve grande êxito em países como a Alemanha mas que foi alvo de grandes polémicas. De segunda a sexta-feira, Júlia Pinheiro porá à prova, em directo, dois candidatos aos postos de trabalho, mas será o público que dá o veredicto final.
TERESA DIZ A MONIZ QUE ODEIA SÁBADOS
A estreia de "Rosa Choque", no passado sábado, não foi o que Teresa Guilherme contava. Problemas técnicos e o dia escolhido por José Eduardo Moniz para o programa ir para o ar, são razões que deixaram a produtora e apresentadora um pouco triste. Valeram as audiências - 7% de audiência média e 28 de "share" - que "foram mais altas do que esperava". Quando no sábado, os telespectadores viram, pela primeira vez, Teresa Guilherme, Júlia Pinheiro, Margarida Rebelo Pinto e Cinha Jardim na TVI, não contavam que um problema técnico ‘estragasse’ uma das grandes apostas da estação para as noites de sábado. As vozes estavam dessincronizadas, ou seja, o som emitido pela TV não corresponde aos movimentos da boca. "Foi um deslize de máquina. O processo dos programas gravados começa pelo visionamento. Toda a gente viu e estava tudo bem. Depois, entrega-se o programa na estação e há um produtor-delegado que vê se a cassete está em condições. Caso não esteja, devolve-a com 48 horas de antecedência. Aqui, o produtor também viu e disse que estava boa. Quando entrou na máquina, esta deslizou. E quando começa nunca mais volta ao lugar", conta Teresa Guilherme, referindo-se à estreia de ‘Rosa Choque’ . "Isso acontece de vez em quando e não vai ser a última, de certeza". Apesar de ser um incidente, a produtora não ficou muito satisfeita.: “Deixou-me completamente de rastos, como é óbvio. Eu e as minhas parceiras ficámos um pouco deprimidas. Se calhar, se tivesse acontecido no quinto programa, não teria sido tão dramático. Não foi culpa de ninguém. Acho que o meu anjo da guarda estava de costas". A apresentadora de ‘Rosa Choque’ não gosta também do dia escolhido por Moniz para a transmissão. “O programa não é para os sábados, esta é a minha opinião como produtora. Já disse ao José Eduardo que odeio o sábado, mas aceito perfeitamente que coloque o programa ao sábado, pois é o programador e tem mais dados sobre a televisão do que eu. Mas, para mim, o programa tem um posicionamento jovem e esses ao sábado saem. Ficam em casa os mais velhos para quem o programa não é tão dirigido. Gosto das terças, das quintas-feiras e dos domingos. Estou tristísima com o dia. Pode ser que o José Eduardo me faça o favor de mudar o dia", conclui.
Júlia Pinheiro não tem tido sorte na TVI. Primeiro, “Eu Confesso”, o programa que marcou a sua estreia nos ecrãs da estação, foi alvo de grande polémica, para começar devido à presença em estúdio de pessoas que foram julgadas e condenadas pelos vários crimes que praticaram e das suas vítimas e/ou familiares das mesmas. Pouco depois de ter começado, um desentendimento entre a produtora “Ficções Reais”, a própria apresentadora e a estação de Queluz fez com que a TVI chamasse a si a produção do mesmo.
Depois, e como se não bastasse, “Eu Confesso” deixou inclusive de ir para o ar regularmente aos sábados, tendo sido emitido em dias diferentes.
Acabou finalmente por ser substituído, no último sábado, por “Rosa Choque” (tertúlia feminina onde Júlia tem por companhia Teresa Guilherme, Cinha Jardim e Margarida Rebelo Pinto), que começou por se estrear com vários problemas técnicos (ver peça em baixo).
E houve ainda aquela promoção no ar sobre um programa para famílias, a que Júlia dava rosto, de que nunca mais se soube nada. A promoção esteve no ar bastante tempo, mas depois desapareceu sem que tivessem sido dados esclarecimentos sobre o programa.
Curiosamente, ou nem tanto, a entrada de Júlia Pinheiro na
estação de Queluz seguiu-se a uma saída conturbada da RTP. A apresentadora foi convidada pelo antigo director de antena, Emídio Rangel, mas com a saída deste, a contratação milionária de Júlia Pinheiro deixou de fazer sentido. Para mais, a apresentadora nunca fez justiça ao dinheiro ganho, pois com a sua apresentação, o concurso “O Elo Mais Fraco” nunca conquistou grandes audiências.
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