Malucos estão para durar

A série ‘Os Malucos do Riso’ continua a reinventar-se, apesar dos seus dez anos de existência, estando já a decorrer gravações nos novos cenários – o lago dos pescadores está diferente. O humor continua o mesmo, chegando até a repetir-se algumas piadas, mas há sempre um pormenor ou outro que faz a diferença.

26 de abril de 2005 às 00:00
Malucos estão para durar Foto: Manuel Moreira
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Aliás, essa actualização constante parece ser um dos principais ingredientes para o sucesso da série transmitida na SIC.

Raquel Loureiro, que integra o projecto há três anos, destaca essa capacidade de mudança, sem esconder um “enorme orgulho” por estar inserida na equipa: “As várias mudanças que o programa já sofreu são necessárias, até porque há piadas a repetirem-se e é preciso dar-lhes uma roupagem nova. Se fossem sempre os mesmos, o público cansava de ver o programa”.

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Luís Mascarenhas, um dos actores que há mais tempo ‘veste a camisola’ dos ‘Malucos’, recorda que nem sempre o programa foi bem aceite. “No principio levámos muita tareia e agora quase todos acham os ‘Malucos’ maravilhosos”, refere, recusando a ideia de que o humor feito no programa é ‘pimba’: “O ideal para um humorista era ter um público muito culto, porque isso permitiria alargar os temas abordados. O sucesso dos ‘Malucos do Riso’ está nas coisas simples. Damos ao público o que ele gosta”.

Mesmo com quase dez anos no programa da SIC, Luís Mascarenhas é o primeiro a recorrer à velha máxima de ‘quem corre por gosto não cansa’, para dizer que adora o seu trabalho. “Dá-me muito gozo trabalhar nos ‘Malucos do Riso’. Enquanto se faz o que se gosta, não há problemas. Temos uma equipa formidável e isso ajuda bastante”, refere, elegendo o compadre alentejano, o tropa ‘Bizeu’ e o prisioneiro como alguns dos personagens que mais prazer lhe deu interpretar: “Existem papeis que marcam mais do que outros e esses dão-me um gozo enorme fazer”.

Também João de Carvalho, outro ‘histórico’ nos ‘Malucos’, não esconde que continua a sentir “uma satisfação muito grande por fazer parte de uma grande família”, revelando mesmo que na rua é “confundido muitas vezes com os personagens” que faz no programa.

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Instado a dar a sua opinião sobre a continuidade de “Malucos do Riso’, João de Carvalho reconhece que não sabe qual o futuro da série, recorrendo a uma ideia antiga: “Os ‘Malucos’ foram eleitos pelos portugueses para substituir os ‘Parodiantes de Lisboa’. Esse mítico programa de rádio durou anos e anos, por isso...”.

VERSÃO 'MINI' AUGURA FUTURO RISONHO

Apesar do êxito da série, a SIC já tratou de assegurar o futuro com uma nova versão: ‘Os Mini-Malucos’. E a verdade é que foi uma aposta ganha. Quando estreou – a 27 de Março –, as anedotas contadas por pequenos actores foram vistas por mais de 1,3 milhões de espectadores, ultrapassando a gala da ‘Quinta das Celebridades’, da TVI. Facto que levou, na ocasião, Manuel Fonseca, director de programas do canal de Carnaxide, a afirmar, em comunicado, que essa era “se ainda fosse preciso, a prova definitiva de que a SIC é a estação do humor em Portugal. O trabalho dos produtores foi excelente, criando uma vez mais surpresa e novidade”.

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Em ‘Os Mini-Malucos’, Pedro Cary, de 12 anos, Diogo Martins, 13, e Pedro Pinheiro, 11, têm a responsabilidade de interpretar os compadres alentejanos. “É o que mais gosto de ver”, diz Diogo Martins, corroborado pelos companheiros.

Quanto ao futuro, as opiniões divergem. Pedro Cary tem ideias fixas e “gostava de ser biólogo marinho”, enquanto Pedro Pinheiro diz querer ser actor “só para se divertir, pelo convívio e para ganhar uns trocos”. Também Diogo Martins planeia seguir a representação, mas vai “tirar primeiro um curso”.

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