Medialivre exige procedimento disciplinar por agressão a repórter da CMTV
Empresa apresentou queixas ao Ministério da Administração Interna e à Direção Nacional da PSP, pedindo a identificação do agente, o apuramento de responsabilidades e medidas para evitar novos episódios.
A direção do Correio da Manhã pediu ao Ministro da Administração Interna (MAI), Luís Neves, e à Direção Nacional da Polícia de Segurança Pública (PSP) uma investigação rigorosa sobre a agressão a um repórter de imagem da Medialivre por parte de um agente da PSP, durante a cobertura jornalística de uma manifestação na Praça D. João I, no Porto, na madrugada de 1 de novembro. Nas exposições enviadas às duas entidades, a empresa exige a identificação do agente, a abertura dos respetivos processos e o apuramento de responsabilidades, apelando ainda à adoção de medidas que impeçam a repetição de situações semelhantes.
O incidente envolveu Marc Ricardo Silva, repórter de imagem da Medialivre, que foi atingido com um bastão enquanto captava imagens da manifestação pelo direito à habitação. A empresa sublinha que o profissional estava "absolutamente identificado", com a câmara de transmissão e o iluminador ligados, além de um capacete onde estava bem visível a palavra "Press".
A agressão foi registada pelo próprio e por outros jornalistas que se encontravam no local. O repórter de imagem teve ainda de receber assistência hospitalar, tendo ficado documentados um hematoma e uma escoriação na coxa direita
Carlos Rodrigues, diretor-geral editorial da Medialivre, que assina as duas exposições, considera que "situações como esta não poderão ser toleradas num Estado de Direito Democrático", defendendo que a liberdade de imprensa e o direito à informação têm de ser protegidos também pelas forças de segurança.
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