Mensagens políticas invadem Super Bowl
7 empresas compraram este ano espaço publicitário no intervalo do jogo mais visto nos EUA.
As audiências transformam o Super Bowl no espaço publicitário mais cobiçado - e mais caro - da televisão norte-americana. Este ano, 97 marcas pagaram cerca de cinco milhões por cada anúncio de 30 segundos e boa parte decidiu trazer a política a campo, transmitindo mensagens que celebravam a diversidade, a unidade e a inclusão.
As reações não se fizeram esperar e, se houve elogios, também se fizeram ouvir as críticas, até de "censura". A FOX, que transmitiu o jogo, só passou parte de um dos anúncios, que mostrava a viagem de uma mãe e de uma filha, mexicanas, até à fronteira com os EUA, onde se deparavam com um muro. O anúncio remetia para a página de internet da marca - a 84 Lumber - para quem quisesse ver a versão integral, levando o site a bloquear com a afluência.
A questão da imigração foi das mais focadas nos anúncios, mas a discriminação entre sexos não ficou atrás, com o fabricante alemão de automóveis Audi a assumir o compromisso de pagar salários iguais.
Uma marca de produtos capilares (a 10 Haircar) brincou mesmo com o cabelo do presidente Donald Trump, afirmando "Vão ser pelo menos quatro anos de mau cabelo".
Por contraste, a atuação de Lady Gaga - acérrima defensora dos direitos das mulheres e dos homossexuais - foi totalmente isenta de polémica.
A final de domingo foi vista por 111,3 milhões de pessoas só nos EUA, menos 600 mil espectadores do que em 2016.
Tem sugestões ou notícias para partilhar com o CM?
Envie para geral@cmjornal.pt