Mudanças na Altice não alteram estratégia
Compra da dona da TVI apenas depende da decisão da Autoridade da Concorrência, garante a multinacional.
Quando a 14 de julho a Altice anunciou o acordo com a Prisa para a compra da Media Capital por 440 milhões de euros o mundo era outro. Pelo menos, o destas duas multinacionais, que nas últimas semanas fizeram alterações profundas nos seus cargos de gestão de topo.
Apesar disso, a multinacional francesa não muda a sua estratégia no que diz respeito à compra da dona da TVI. "O negócio da Media Capital apenas depende da aprovação do regulador", assegurou fonte oficial da Altice ao CM
O regulador em questão é a Autoridade da Concorrência (AdC), que "prossegue a análise da operação de concentração", adiantou fonte da entidade ao CM, acrescentando que até ao momento "não recebeu qualquer comunicação de alteração ao negócio".
A análise está em "em primeira fase" e, sabe o CM, ainda não há uma previsão para a sua conclusão. Sendo que a decisão de passar ou não a análise para uma fase de investigação aprofundada será tomada ainda este ano.
No último mês, a Altice (que perdeu mais de metade do seu valor em bolsa e garantiu que se vai focar na redução de uma dívida de 51 mil milhões de euros) viu Michel Combes sair da empresa, tendo-o substituído por Dexter Goei.
Na PT, o ‘chairman’ Paulo Neves abandona a empresa e é substituído por Cláudia Goya, que, por sua vez, sai da presidência executiva. Para o seu lugar foi nomeado Alexandre Fonseca.
Do lado da Prisa, dona da TVI, foram nomeados cinco novos administradores e em janeiro Juan Luis Cebrián será substituído por Manuel Polanco.
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