'NÃO CONTEM COMIGO PARA TRAZER O JOGO CÁ FORA'
Nuno Homem de Sá saiu do Big Brother Famosos ao 24.º dia e à terceira ronda de votações. Só Romana, quem o povo decidiu manter na casa, chorou com a expulsão do actor. Os restantes concorrentes respiraram de alívio.
CM - Como se está a sentir no primeiro dia de liberdade, depois de 24 dias de clausura?
Nuno Homem de Sá - Estou muito bem. O que eu quero agora é estar com a minha família, levar a minha vida normalíssima, e fazer o meu trabalho.
- Tinha consciência que era, desde o início, o concorrente mais popular, só destronado há poucos dias por Nicole?
- Descobri isso ontem (anteontem), com os recortes dos jornais e revistas. É engraçado. Não fazia nenhuma ideia. Agora é a Romana, depois da minha saída, quem vai à frente. Acho muito bem. Tendo em conta as pessoas que lá estão, ela merece muito mais ganhar.
- Acredita na imparcialidade das votações?
- O jogo funciona desta forma. Como é que eu vou descobrir se houve ou não manipulação nos votos? Não sei quem é que controla a votação, mas não tenho razão de queixa. Acho que se era muito popular e depois deixei de o ser, por alguma razão foi. Eu próprio fiz um apelo às pessoas para não votarem na Romana.
- Esse apelo influenciou a votação?
- Acho que influenciou e ainda bem que isso aconteceu. Eu estava já a sentir que ia ser mais uma semana de Nicole e aquela história toda... ela muito sub-repticiamente a tentar dar a volta e conseguir. Além disso, acho que ela recebeu informações dentro da casa, através do Cadete ou de alguém, que lhe disse que estava com um bom índice de popularidade. Acho que passou alguma coisa lá para dentro porque a atitude dela mudou radicalmente. Deve ter-se sentido mais segura e agora, vendo isto de fora, é muito engraçado. Houve uma alteração radical da atitude de certas pessoas lá dentro, mais uma vez o “complôzinho” desmascarou-se. Eu acabei o jogo, agora já não estou a brincar. Não me interessa nada dessas coisinhas, dessas mesquinhices.
- O que tem a dizer sobre o comportamento de Teresa Guilherme em relação a si?
- A Teresa é uma pessoa que se envolve emocionalmente neste tipo de trabalhos. Eu compreendo isso mas acho que não foi muito profissional da parte dela ter dito que não concordava com a votação do público, aliás, considero isso uma falta de respeito, não por mim, mas pelos telespectadores. Deve ter sido influenciada pelo que viu de alguma forma que eu não sei explicar. Não estou zangado com ela, nunca estive, fiquei apenas um pouco sentido. Uma pessoa que apresenta um programa deste género tem que ser imparcial e o que ela fez foi para lá de tendencioso.
- Reparou que os seus ex-companheiros, Cinha, Julie e Cadete, não se manifestaram quando entrou no estúdio?
- Só reparei nisso no fim, quando o programa acabou. Isso é um problema deles. Eu estou aqui, tenho a minha alegria, a minha força, a minha vida e pessoas que gostam de mim. Eles quiseram trazer o jogo para fora da casa. Fiquei surpreendido com o Cadete. Ele lá sabe as razões que tem. Eu sempre gostei dele e até nos dávamos bem dentro da casa. Ele era uma pessoa apaziguadora, ponderada, não se envolvia em larachas e coisas mais barulhentas. Agora a sua atitude só tem uma explicação: deve ter passado muito tempo com a Cinha e com a Julie. Obviamente há ali alguma influência que sobrou para ele também - especialmente sobre o facto de a Romana ser completamente influenciada e dominada por mim, tipo lavagem cerebral e hipnotismo. Mas eu não quero entrar em ‘novelas’ gratuitas, prefiro que me paguem para trabalhar, por isso vou-me ficar por aqui. Eles lá sabem o que andam a fazer com as suas vidas e com as suas bocas e quem atira pedras para o ar... Para mim acabou a brincadeira. Quanto a esta novelinha não contem comigo para trazer o jogo cá para fora.
- Acusam-no ter ter usado a estratégia do tipo Zé Maria, a do desgraçado que ninguém compreendia dentro da casa?
- Confesso que raramente via o Big Brother 1. Eu não percebia bem quem era quem. Conhecia o Zé porque ele se destacava do grupo pela aparência e postura, mas tirando isso não sabia mais nada, nem que ele era nomeado todas as semana. A estratégia do Zé, que eu tive oportunidade de ver, é inerente à sua maneira de ser. Ele tanto se dá como se distancia, conforme a necessidade. Ele tem uma maneira de ser preventiva. É uma pessoa que calcula as coisas e que vê de antemão e escolhe o que é melhor para ele. Ele não é tão espontâneo quanto se pensa. Eu gosto muito do Zé, que é um rapaz inteligente, mas ele sabe muito bem o que está a fazer.
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