NOS preocupada com compra da Media Capital pela Altice

Presidente executivo da empresa diz que negócio comporta "questões regulatórias significativas".

21 de julho de 2017 às 18:29
Os responsáveis da Altice e da Media Capital. Ao centro, Rosa Cullell (MC), com Michel Combes (Altice) à sua esquerda Foto: Mafalda Santos
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa
Altice avança para a compra da Media Capital por 450 milhões Foto: CMTV
Michel Combes e administradores da PT e da Altice explicam negócio da compra da Media Capital Foto: António Pedro Santos/Lusa

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O presidente executivo da NOS, Miguel Almeida, manifestou-se hoje cauteloso sobre a compra da Media Capital pelo grupo Altice e afirmou que esta operação "tem características únicas" e comporta "questões regulatórias significativas".

Miguel Almeida respondia a questões colocadas pelos analistas, no âmbito de uma conferência telefónica sobre os resultados da operadora de telecomunicações no segundo trimestre.

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Referindo que é preciso cautela sobre esta operação, já que "a aquisição precisa da aprovação dos reguladores", acrescentou que "esta é uma operação única, tem características únicas".

O gestor acrescentou que não houve "nada remotamente comparável a esta operação, nunca aconteceu na Europa em lugar nenhum".

O presidente executivo da NOS disse ainda que se deve esperar sobre o parecer dos reguladores à operação, salientando que do ponto de vista da operadora de telecomunicações "há questões regulatórias significativas" a ter em conta.

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No dia 14 de julho, a Altice, que comprou a PT Portugal há dois anos, anunciou que chegou a acordo com a espanhola Prisa para a aquisição da Media Capital, dona da TVI, entre outros meios, numa operação que avalia a empresa em cerca de 440 milhões de euros.

O parecer da Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC) é vinculativo nesta operação.

Na quinta-feira, a NOS, que resultou da fusão entre a Zon e a Optimus, divulgou que o lucro no segundo trimestre deste ano subiu 52,2%, face a igual período de 2016, para 40,4 milhões de euros, "refletindo o contributo positivo das empresas participadas.

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As receitas de exploração avançaram 4,2% para 388,4 milhões de euros, com as receitas de telecomunicações a crescerem 3,1% [para 368,8 milhões de euros], motivadas pelo crescimento de 5,8% do número de serviços.

O resultado antes de impostos, juros, depreciações e amortizações (EBITDA) aumentou 5,4% para 156,7 milhões de euros.

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