Nova administração da Lusa vai custar mais 155 mil euros por ano ao Estado
Remunerações do presidente e dos dois vice-presidentes da agência de notícias ultrapassam os 264 mil euros anuais.
Joaquim Carreira, presidente do Conselho de Administração (CA) da Lusa desde 2021, foi reconduzido para um mandato de quatro anos à frente da agência de notícias, anunciou o gabinete do ministro da Presidência. No comunicado, António Leitão Amaro anunciou ainda a entrada de dois novos membros executivos, Luís Ferreira Lopes e Ana Alves. O novo CA, composto por presidente e dois vice-presidentes, custará assim mais de 13 mil euros por mês ao Estado, ou seja, mais de 264 mil euros por ano. Um aumento de cerca de 155 mil euros face a 2024.
De acordo com o Estatuto Remuneratório dos Membros dos Órgãos Sociais, que define a remuneração dos gestores públicos com funções executivas numa empresa do grupo C (como a Lusa ou a RTP), Joaquim Carreira terá um vencimento de 5 022,09 euros mensais, aos quais acrescem 2 008,84 euros de despesas de representação, num total de 7 030,93 euros brutos (94 415 euros por ano). Aos vice-presidentes está reservado um salário de 4 519,88 euros para cada, ao qual somam 1 807,95 euros de despesas de representação, num total de 6 327,83 euros por mês (84 973 euros por ano).
Nos quatro anos de mandato, o presidente do CA irá receber 377 660 euros, enquanto Luís Ferreira Lopes e Ana Alves receberão 339 892 euros cada.
De referir que, de acordo com o Relatório e Contas da Lusa de 2024 (o de 2025 ainda não está disponível), o CA presidido por Joaquim Carreira e constituído por uma vice-presidente não executiva (Maria João Araújo) e três vogais não executivos, custou 109 mil euros.
O novo modelo de governação da Lusa, suportado por um aumento de capital de 5 milhões de euros, já transferidos, destinados à modernização e capacitação da agenda, conta ainda com um Conselho Consultivo, "cuja composição assegura a representatividade da generalidade dos stakeholders da atividade da Lusa: personalidades indicadas por associações representativas dos setores da imprensa, da rádio, da televisão, dos órgãos comunicação social regional e local, bem como uma personalidade indicada pela RTP; personalidades indicadas pelas Regiões Autónomas e pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e, finalmente, e personalidades eleitas pela Assembleia da República”.
O CM contactou o ministério da Presidência para saber quanto vai custar este novo órgão e quais as remunerações dos seus elementos, mas apesar da insistência não obteve resposta, restando assim aguardar pela publicação do estatuto remuneratório.
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