Nova administração da Lusa vai custar mais 155 mil euros por ano ao Estado

Remunerações do presidente e dos dois vice-presidentes da agência de notícias ultrapassam os 264 mil euros anuais.

15 de janeiro de 2026 às 01:30
Sede da agência Lusa Foto: Jorge Godinho
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Joaquim Carreira, presidente do Conselho de Administração (CA) da Lusa desde 2021, foi reconduzido para um mandato de quatro anos à frente da agência de notícias, anunciou o gabinete do ministro da Presidência. No comunicado, António Leitão Amaro anunciou ainda a entrada de dois novos membros executivos, Luís Ferreira Lopes e Ana Alves. O novo CA, composto por presidente e dois vice-presidentes, custará assim mais de 13 mil euros por mês ao Estado, ou seja, mais de 264 mil euros por ano. Um aumento de cerca de 155 mil euros face a 2024.

De acordo com o , que define a remuneração dos gestores públicos com funções executivas numa empresa do grupo C (como a Lusa ou a RTP), Joaquim Carreira terá um vencimento de 5 022,09 euros mensais, aos quais acrescem 2 008,84 euros de despesas de representação, num total de 7 030,93 euros brutos (94 415 euros por ano). Aos vice-presidentes está reservado um salário de 4 519,88 euros para cada, ao qual somam 1 807,95 euros de despesas de representação, num total de 6 327,83 euros por mês (84 973 euros por ano).

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Nos quatro anos de mandato, o presidente do CA irá receber 377 660 euros, enquanto Luís Ferreira Lopes e Ana Alves receberão 339 892 euros cada.

De referir que, de acordo com o Relatório e Contas da Lusa de 2024 (o de 2025 ainda não está disponível), o CA presidido por Joaquim Carreira e constituído por uma vice-presidente não executiva (Maria João Araújo) e três vogais não executivos, custou 109 mil euros.

O novo modelo de governação da Lusa, suportado por um aumento de capital de 5 milhões de euros, já transferidos, destinados à modernização e capacitação da agenda, conta ainda com um Conselho Consultivo, "cuja composição assegura a representatividade da generalidade dos stakeholders da atividade da Lusa: personalidades indicadas por associações representativas dos setores da imprensa, da rádio, da televisão, dos órgãos comunicação social regional e local, bem como uma personalidade indicada pela RTP; personalidades indicadas pelas Regiões Autónomas e pela Associação Nacional de Municípios Portugueses e, finalmente, e personalidades eleitas pela Assembleia da República”.

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O CM contactou o ministério da Presidência para saber quanto vai custar este novo órgão e quais as remunerações dos seus elementos, mas apesar da insistência não obteve resposta, restando assim aguardar pela publicação do estatuto remuneratório.

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