“O meu registo é de surpresa”
O jornalista da SIC Mário Crespo assinou ontem a sua última crónica no ‘Expresso’, a qual, segundo nota da direcção do semanário, contém "conclusões falsas e injuriosas para o jornal".
"Fiquei surpreendidíssimo com o teor do comunicado. O meu registo é de surpresa", diz ao CM Mário Crespo a propósito da referida nota da direcção, que dá conta dos motivos que levaram ao fim da sua colaboração de um ano.
Mário Crespo acusa o semanário de não ter dado espaço a uma resposta de Luís Marinho, director-geral da RTP, sobre uma acusação de Miguel Sousa Tavares, publicada no ‘Expresso'. "Achei deplorável a maneira como este jornal não cumpriu o dever de resposta a que Luís Marinho tinha direito", escreveu o jornalista.
A direcção do jornal, na sua nota, explica que "avisou Mário Crespo para os erros e falsidades [contidos nesta sua crónica], mas o autor decidiu manter o texto". "Achei que não devia aceder ao pedido de mudar a crónica, porque uma crónica definitiva é uma crónica definitiva", diz ao CM Mário Crespo.
Ao que o CM apurou, Luís Marinho não tem quaisquer incompatibilidades com o semanário, tendo inclusive solicitado a Ricardo Costa, director do jornal, que cortasse o seu texto para que este coubesse no espaço próprio, ‘Cartas'. Contactado, Ricardo Costa disse ao CM "não acrescentar mais nada do que aquilo que está na nota, que teve o apoio do Conselho de Redacção".
Já Miguel Sousa Tavares responde ao CM: "Washington a quanto obrigas!"
Recorde-se que, em Agosto de 2001, foi referido que Crespo terá sido sondado pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Miguel Relvas, para ser correspondente da RTP em Washington.
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