OCDE pressionada para avançar com taxa devido a pandemia de coronavírus
Perante pandemia e crise económica global, governos procuram novas formas de aumentar receitas.
A atual situação de pandemia está a mudar os hábitos de consumo de cidadãos de todo o mundo que, perante a impossibilidade de sair de casa, optam cada vez mais pelo consumo digital. Não é de estranhar que, em pleno panorama de crise global, gigantes da internet como a Amazon e o Facebook vejam as suas receitas aumentarem.
É neste contexto que a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE) está a ser pressionada para apressar a apresentação de uma proposta internacional de tributação digital - a chamada Taxa Google. "Com o caos económico vem a necessidade de encontrar novas fontes de receitas", explica Brian Jenn, antigo delegado da OCDE.
Entretanto, a organização já veio assegurar que a pandemia de Covid-19 não vai atrasar o desenvolvimento das novas regras de tributação digital. "A nossa equipa continua a trabalhar a todo o vapor neste projeto e as reuniões com os delegados estão a ser feitas à distância", fez saber em comunicado.
O Reino Unido é um dos países que optou por não aguardar por uma medida europeia e a partir de amanhã entra já em vigor um novo imposto que deve chegar a 2% em alguns serviços digitais que incluem mecanismos de busca, redes sociais e comércio online. Com esta medida, aplicada apenas às empresas que geram mais de 550 milhões de euros de faturação anual, o governo britânico espera receber cerca de 450 milhões de euros por ano, até 2022.
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