Pacto de silêncio sobre Harry gera autocrítica nos media
A missão do príncipe Harry no Afeganistão gerou a autocrítica nos meios de comunicação britânicos. Reputados jornalistas falam até num rude golpe na credibilidade da profissão.
O insólito pacto de silêncio na Comunicação Social do Reino Unido, que acordou não publicar uma linha nem uma imagem do príncipe Harry até que este regressasse a Londres, tem provocado uma onda de críticas. O primeiro jornalista a insurgir-se contra o acordo dos responsáveis pelos vários meios foi Jon Snow. A estrela do Channel 4 agradeceu ao site norte-americano Drudge Report por ter acabado com o segredo mais bem guardado pelos media britânicos e interrogou-se se os leitores, ouvintes e telespectadores “voltarão a confiar algum dia novamente em nós”. Muitos telespectadores do canal queixaram-se da intervenção do pivô.
Para lá das críticas ao ‘apagão’, questiona-se, agora, a desmesurada cobertura posterior sobre a presença do príncipe Harry, durante dez semanas, na frente de combate.
Terceiro na linha de sucessão, o filho mais novo do príncipe Carlos teve de regressar à Grã-Bretanha depois da violação do embargo sobre o seu destacamento no sul do Afeganistão, onde estão estacionados 7800 militares britânicos.
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