Partiu a voz inesquecível de Igrejas Caeiro
Francisco Igrejas Caeiro morreu ontem, aos 94 anos. A notícia do falecimento de um dos percursores da rádio portuguesa levou o Presidente da República a emitir uma nota de pesar, onde aponta Igrejas Caeiro como uma "personalidade que marcou a vida cultural e cívica" portuguesa no último meio século.
Para Francisco José Viegas, secretário de Estado da Cultura, "desapareceu um dos nomes de referência da comunicação em Portugal, e todos recordaremos a sua belíssima voz, a sua dicção, a sua presença". Também o líder do PS, António José Seguro, partido que Caeiro representou como deputado no Parlamento, lamentou a morte do radialista, actor e encenador.
Ao CM, Joaquim Letria fala de um profissional de qualidade superior. "Na rádio foi excepcional", sublinha. Jaime Fernandes, director dos canais internacionais da RTP, recorda a "batalha pela profissionalização" dos trabalhadores da rádio, acrescentando que deixa um legado "inspirador". José Luís Ramos Pinheiro, administrador do Grupo Renascença, afirma que Caeiro "ficará ligado à história da rádio portuguesa" pelo "valor do trabalho que realizou e pela forma como foi afastado da rádio, pelo Estado Novo".
O corpo de Igrejas Caeiro estará às 15h00 de hoje no Palácio dos Aciprestes, em Linda-a-Velha. Amanhã, às 14h30, o cortejo fúnebre segue para o cemitério do Alto de São João, em Lisboa.
PERFIL
Francisco Igrejas Caeiro nasceu a 18 de Agosto de 1917 e em 1940 estreia-se como actor no Teatro Nacional D. Maria. No Estado Novo, foi afastado da rádio pela ditadura, mas regressa após o 25 de Abril de 1974. Para a história ficam programas como ‘Os Companheiros da Alegria'.
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