Pêpê Rapazote e Mafalda Vilhena voltam a 'casar' no ecrã
Casal de atores faz de marido e mulher na novela 'Páginas da Vida', na SIC.
Mafalda Vilhena e Pêpê Rapazote conheceram-se nas gravações da novela ‘Ganância’, da SIC, há 25 anos. Apaixonaram-se e nunca mais se largaram. Agora, voltam a fazer de marido e mulher em ‘Páginas da Vida’, também na SIC, e os respetivos papéis prometem dar que falar. “Há uma reviravolta que vai ser muito interessante – e que não estava no original brasileiro – mas da qual não posso falar”, adianta PêpêRapazote, que dá corpo a José Ribeiro. Mafalda Vilhena é Dolores, a governanta dos Martins de Andrade – interpretados por Manuela Couto e Adriano Luz. “É uma personagem centrada, que sabe o seu lugar, uma governanta à antiga, muito educada mas que mantém a sua vida privada à parte”, conta a atriz, de 53 anos. E a “vida à parte” é o marido, que é capataz no Alentejo, e duas filhas “sexualmente livres e muito ativas”. “Valha-me Deus”, comenta Pêpê sobre as jovens a quem as atrizes Filipa Pinto e Inês Sá Frias dão corpo. “Para quem é conservador, é complicado...”
O casal, que há muito tempo não contracenava de forma tão intensa, trabalhou no primeiro episódio de ‘Rabo de Peixe’, mas “a maior parte das cenas foram cortadas”, revela Mafalada Vilhena, que admite que, trabalhar com o marido tão de perto é “muito bom”. “Claro que estamos vestidos das personagens, mas já nos conhecemos muito bem e se vemos que o outro está atrapalhado, que não sabe o texto, por exemplo, sabemos o que fazer para o ajudar”, revela. Já em privado, cada um trabalha para seu lado e com técnicas distintas. “Ele sublinha a laranja, eu a verde. Ele trabalha muito na rua, eu gosto mais de estudar em casa... Não, cada um tem os seus próprios hábitos.”
Quanto à personagem – mesmo não sabendo grande coisa sobre o desenvolvimento da ação – Mafalda Vilhena garante que aceitou “logo” o convite. “Fazia sentido, para mim, fazer uma personagem mais estruturada. Por outro lado, esta é uma novela para atores. Não havia como recusar”, garante. Já Pêpê Rapazote, mesmo com uma personagem que não é central, abraçou com alegria a possibilidade de voltar a Portugal. Ele, que tem feito muito trabalho no mercado internacional, diz que “regressar é muito bom. Estava a precisar da família.”
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