Personalidade atrai

Os portugueses tendem a gostar e, consequentemente, a votar nos concorrentes com mais dificuldades e que, à partida, não têm perfil de vencedores.

30 de outubro de 2005 às 00:00
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Este é o caso de Valentina Torres, que, apesar das limitações físicas que ela própria não esconde, consegue superar todas as dificuldades, com maior ou menor esforço. Para o sociólogo Paquete de Oliveira, “a Valentina é das concorrentes mais populares e, provavelmente, a personagem que provocou, até agora, maior empatia com o público.

À partida, e na apresentação do programa, parecia que estava, de algum modo, predestinada a ficar pouco tempo. Agora é finalista”. Segundo o sociólogo, tal empatia “tem a ver com as características da personalidade e não da pessoa, da sua apresentação. Muitas vezes, nestas coisas de televisão, a proeminência da figura física é importante, mas também é importante a personalidade que realça o que, de algum modo, expande do corpo físico da pessoa”, explica.

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Valentina conseguiu conquistar os portugueses também devido às características deste ‘reality show’, “bastante diferente dos anteriores, embora mantenha a mesma linha e estrutura programativa”. No caso de a ‘1.º Companhia’, “transparece a dureza da vida militar”, ao contrário dos outros, “em que era quase um gozar da vida, o que também é revelador, porque duas das figuras de um outro ‘reality show’, a ‘Quinta das Celebridades’ – Alexandre Frota, já expulso, e José Castelo Branco, nomeado para sair –, tinham, de algum modo, conquistado a simpatia popular. Só que a Valentina foi a antipersonagem dessas figuras e, como tal, soube colher a atenção do público”, explica o sociólogo.

Para Paquete de Oliveira, o facto de a recruta ter sido locutora de televisão numa altura em que havia só um canal, a RTP, não pesa na empatia do público. “Seria preciso ver as faixas etárias da audiência deste programa para fazer uma avaliação correcta. Podem, de facto, ser as pessoas de mais idade, que são as que aparecem nas reportagens de rua, ‘Vox Pop’. Mas, creio, muita gente já não se lembrava dela, porque, a despeito da simpatia, nunca ganhou grande destaque no vedetismo da canção. Acredito que são mais as características dela do que o resto. Não quero dizer que este não seja um factor que possa concorrer para essa empatia”, salienta.

No primeiro ‘reality show’ em Portugal, o ‘Big Brother’, poucos, talvez, apostassem, inicialmente, no nome do vencedor, José Maria. Com Valentina, no arranque de a ‘1.ª Companhia’, passou-se o mesmo. “Ele foi a figura popular que, no meio das vedetas, reunia requisitos de antivedeta para vencer. A Valentina tem vedetismo, mas sem aquele grau de estrelato.”

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PEDIDO DE CONTENÇÃO

As discussões entre Diana Chaves e Castelo Branco continuam e os instrutores já estão metidos ‘ao barulho’. Ontem, o instrutor Martins teve de pedir contenção. “O bem-estar da Companhia é também da nossa responsabilidade, mas em primeiro lugar é da vossa”, avisou.

AUSÊNCIA. Castelo Branco não se sentiu bem e pediu dispensa ao instrutor Martins.

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EXERCÍCIO. Sem a presença do ‘Duque’, os recrutas sofrem nas mãos do instrutor Martins. Halteres e 30 minutos de corrida para todos.

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