PRONTA PARA VENCER

A memorável e fogosa “Paola” de “Terra Nostra” volta mais sensual do que nunca, na pele de “Nina”, uma operária lutadora dos anos 30. A sua personagem vai viver uma paixão com um revolucionário, encarnado pelo actor português Nuno Lopes.

27 de julho de 2002 às 14:30
PRONTA PARA VENCER
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“Tranquila e serena”. Assim se define Maria Fernanda Cândido, que agora interpreta o papel de “Nina” em “Esperança”, a nova telenovela da Rede Globo, que substituirá “O Clone”, em 2 de Setembro, na SIC. Para quem foi considerada a “mulher mais bela do Brasil” e apelidada de Sophia Loren brasileira, a actriz não se sente preocupada por não ter namorado, e diz que está muito bem sozinha.

“Todos me perguntam quando é que eu vou arranjar um namorado! É um assunto que preocupa mais os outros do que a mim. Não sou solteira por opção. As circunstâncias é que assim o ditam. Um dia vou conhecer o homem dos meus sonhos, casar com ele e construir uma família. Não vou namorar só por namorar!”, afirma, com alguma irritação na voz, suscitada pela relevância que os media dão à sua vida pessoal.

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“Não adianta lutar contra isso. Nesta profissão estamos sempre a contribuir tanto para a arte como para o comércio. A ideia é vender a imagem e, simultaneamente, tentar fazer passar mais qualquer coisa. No caso de ‘Nina’, por exemplo, acho que ela pode ensinar muito aos telespectadores, pois apesar de ser uma simples operária, é, também, uma lutadora e tem um grande sentido de justiça”, explica a actriz. Em “Esperança”, telenovela também conhecida por “Terra Nostra 2”, “Nina” viverá um romance com o revolucionário “José Manoel”, encarnado pelo português Nuno Lopes, que deixou o “Herman SIC”, onde teve uma participação muito elogiada, para participar, no Brasil, nas gravações da nova telenovela.

Adorada pela sua beleza, Maria Fernanda Cândido está determinada a fazer com que a reconheçam, também, pelo seu talento. O seu último trabalho em televisão, a série “Aquarela do Brasil”, em que vestiu a pele da cantora de rádio dos anos 40 “Isa Galvão”, valeu-lhe algumas críticas negativas.

“Não gostaram que a minha voz tivesse sido dobrada...”, diz, sem mais comentários. “Há muito que me deixei de preocupar com as críticas. Não acho que seja relevante. A minha única preocupação é fazer o meu trabalho cada vez melhor. Um dia, os mesmos que dizem mal do meu trabalho não me vão poupar elogios”, afirma.

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A intérprete recusa qualquer semelhança da sua personagem “Nina” com a fogosa italiana “Paola”, de “Terra Nostra”, que vimos na SIC em 1999-2000. “Nenhum dos meus trabalhos anteriores interfere com o meu desempenho em ‘Esperança’. São produções e papéis totalmente distintos”, declara Maria Fernanda Cândido.

Natural do Paraná (Brasil), onde nasceu a 25 de Maio de 1974, Maria Fernanda Cândido começou a trabalhar como manequim aos 14 anos, para a conhecida Agência Ford. Na altura nem pensava em tornar-se actriz, pois queria ser terapeuta.

Contudo, o destino trocou-lhes as voltas quando, em 1996, foi convidada para apresentar um programa na MTV, “A Ilha do Biquini”. No ano seguinte, recebeu a proposta para interpretar um pequeno papel na telenovela “A Indomada”. Seguiram-se outros trabalhos em que passou despercebida, até que Benedito Ruy Barbosa a escolheu para o elenco de “Terra Nostra”, em 1999.

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Na pele da sensual “Paola”, Maria Fernanda Cândido conquistou o público brasileiro e tornou-se num dos maiores símbolos sexuais dos últimos anos. Uma surpresa para a actriz que, na adolescência, sempre foi criticada pela sua altura e magreza. Hoje, todos querem conhecer os seus segredos de beleza. “A única coisa que faço é evitar os fritos e andar muito de bicicleta, até porque ajuda muito a relaxar”, revela.

Interregno de três anos

Desde “Aquarela do Brasil”, realizada há três anos, que Maria Fernanda Cândido desaparecera do pequeno ecrã. A actriz decidiu fazer um intervalo na carreira televisiva e dedicar-se ao teatro. Agora, regressa mais segura do seu talento em “Esperança”.

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Nesta nova telenovela da Rede Globo, ela interpreta “Nina”, uma operária numa fábrica de tecelagem que vive com a mãe no cortiço, mas não perde as esperanças de uma vida melhor para as duas. Quando a revolução de 1932 rebenta, ela torna-se enfermeira na frente de combate. É então que salva a vida de um dos revolucionários, o idealista português “José Manoel” (Nuno Lopes), e apaixona-se por ele.

“A ‘Nina’ é um verdadeiro presente. É uma grande sorte ganhar uma personagem como esta.”

“O importante é estarmos bem connosco e com o nosso trabalho, independentemente do que os outros possam dizer.”

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“Digam o que disserem, a televisão não é uma mera fábrica de entretenimento, pois também pode informar o telespectador.”

“A ’Paola’ não me influencia de forma alguma.”

“O teatro é uma grande escola. Tive a honra de poder participar em ‘O Evangelho Segundo Jesus Cristo’, uma peça adaptada do romance de José Saramago, e adorei a experiência.”

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“Continuo a mesma pessoa de sempre. O facto de ser uma figura pública não mudou nada em mim, apenas interferiu com os meus hábitos.”

“Acho a Sophia Loren deslumbrante e sinto-me muito honrada quando me comparam a ela. Contudo, não passa de um elogio.”

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