Renascença fecha ‘Frente Desportiva’

A Rádio Renascença (RR) acabou com a ‘Frente Desportiva’. O velho programa, idealizado por Ribeiro Cristóvão, já não vai para o ar no domingo. Criado há 25 anos pelo actual deputado do PSD e assessor da estação, a ‘Frente Desportiva’ será substituída por quatro edições de outro emblemático programa da RR, idealizado na mesma altura pelo político, a ‘Bola Branca’ (‘BB’).

03 de novembro de 2005 às 00:00
Renascença fecha ‘Frente Desportiva’ Foto: Jorge Godinho
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A ideia da estação é dar ainda mais preponderância à ‘BB’. Com a mudança de formato daquele espaço de desporto, os relatos dos jogos de futebol desaparecerão do mapa, excepto as partidas que envolvam os chamados grandes ou a Selecção. Os encontros da Liga dos Campeões e da Taça UEFA não são, igualmente, abrangidos pelas alterações.

Para o director de Programas da RR, Nélson Ribeiro, a decisão não pode ser encarada como um desinvestimento. Trata-se, sim, de uma simples “mudança de formato”. Ao domingo, em vez da ‘Frente Desportiva’ haverá, antes, durante e depois dos jogos, quatro edições da ‘BB’, que poderão dedicar mais atenção precisamente aos clubes sem direito a relato. Entre esses, caso não defronte FC Porto, Benfica ou Sporting, poderá estar, por exemplo, o líder da Liga, o Sp. Braga.

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Contudo, segundo Nélson Ribeiro, a RR não descarta a hipótese de, pontualmente, se fazerem transmissões de encontros dos bracarenses, referindo que Ribeiro Cristóvão – não quis pronunciar-se sobre as alterações, remetendo-nos, precisamente, para o director de Programas – irá estudar o caso.

As partidas dos minhotos, que também interessam a ouvintes de outros clubes, podem, todavia, continuar a ser escutadas através do emissor regional.

PÊGO TAMBÉM QUIS ACABAR

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A ideia de acabar com a ‘Frente Desportiva’ não é nova. Já durante o consulado de Rui Pêgo, actualmente na direcção de Programas da RDP, aquele espaço da secção de Desporto, que reúne tão-só nove jornalistas, esteve para acabar. Períodos houve em que chegou mesmo a não ir para o ar, mas, provavelmente, as audiências falaram mais alto e o programa manteve-se em antena.

Agora, Nélson Ribeiro, com base em estudos encomendados pela RR, decidiu-se pelo fim de um espaço radiofónico com 25 anos, facto que causa “mágoa em todos os que têm contribuído para o seu sucesso”, garantiram-nos algumas fontes da estação da Igreja Católica.

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