RTP com prejuízo de mais de 11 milhões de euros em 2026
Estação pública prevê novo Plano de Saídas Voluntárias, com uma adesão prevista de 157 trabalhadores, para outubro.
A RTP prevê fechar este ano com um prejuízo de 11,35 milhões de euros, de acordo com o Segundo Aditamento ao Plano Anual de Atividades e Orçamento (PAO). O valor representa um agravamento face aos 2,95 milhões negativos projetados em novembro que se deve, sobretudo, a um novo Plano de Saídas Voluntárias (PSV), que custará cerca de 12 milhões de euros em indemnizações.
No documento, publicado no site oficial da estação pública, a empresa presidida por Nicolau Santos explica que este segundo aditamento incide sobre dois eixos: "Em primeiro lugar, a concretização de um novo PSV, prevendo a adesão de 157 trabalhadores, com saídas projetadas para outubro de 2026. Em segundo lugar, uma revisão das restantes rubricas de custos e de receitas, visando reforçar a sustentabilidade económica e financeira da empresa."
Segundo a RTP, a concretização das saídas previstas "produzirá efeitos orçamentais no exercício corrente e nos exercícios subsequentes, gerando poupanças estruturais na rubrica de gastos com pessoal" e alerta para o facto de que "a eventual integração de trabalhadores em número superior ao previsto, decorrente de decisões judiciais e atualmente associados a contratos de prestação de serviços, poderá traduzir-se num acréscimo dos gastos com pessoal."
Os gastos totais com pessoal em 2026 ascendem a 114,6 milhões de euros, registando um aumento de 8 milhões de euros (subida de 8%) face à execução de 2025, maioritariamente explicado pela inclusão de 12 milhões de euros referentes às indemnizações associadas às 157 saídas previstas no âmbito do PSV. A RTP acrescenta, porém, que o encaixe destas saídas fará as despesas diminuirem para os 101,5 milhões em 2027. As saídas ocorridas no âmbito do PSV de 2025 permitiram uma redução de cerca de 4 milhões de euros.
A RTP planeia ainda um investimento de 40 milhões de euros até 2028 para modernizar a sua operação, enfrentando riscos de obsolescência técnica e incertezas geopolíticas.
Recorde-se que o PAO ainda aguarda aprovação do Governo.
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