RTP sem dinheiro para reposição de carreiras

Administração tentou negociar o faseamento do processo mas os sindicatos estão irredutíveis.

06 de dezembro de 2017 às 08:38
Administração da RTP propôs faseamento do descongelamento das carreiras ao longo dos próximos dois anos Foto: Pedro Catarino
RTP, azulejos, Ministério das Finanças, investimentos, empresa pública, canal público, televisão Foto: Pedro Catarino
Governo e administração da RTP têm mantido conversações sobre a situação dos trabalhadores precários da empresa Foto: Pedro Catarino
RTP pagou a dívida com recurso ao PERES, mas não desiste de a tentar anular. Agora vai pedir a impugnação judicial Foto: Tiago Sousa Dias

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A administração da RTP ainda não sabe como vai proceder à reposição de carreiras dos seus trabalhadores no início do próximo ano, como previsto no Orçamento do Estado de 2018. É que o grupo público está sem folga financeira para comportar a despesa, depois de todos os sindicatos representativos dos trabalhadores terem rejeitado a proposta da administração de fasear esta reposição ao longo de dois anos.

Segundo a Comissão de Trabalhadores, a reposição de carreiras terá um custo aproximado de 2,7 milhões de euros. Um valor que, no entender da administração, não pode ser aplicado de imediato, uma vez que teria um impacto negativo nas contas da empresa para o próximo ano e colocaria em causa a sua sustentabilidade.

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A RTP prevê prejuízos para o próximo ano devido à realização da Eurovisão e do Mundial, lê-se no Plano de Atividades e Orçamento (PAO) para 2018. Ora, "sendo estes eventos de interesse público, por que razão devem os trabalhadores da RTP contribuir com o salário, quando já contribuem com o trabalho", questionam os sindicatos.

No PAO, a RTP prevê que os gastos com pessoal disparem para os 83,6 milhões de euros, um aumento de 9,7 milhões em relação ao ano passado. Tal deve-se a "encargos decorrentes da reposição salarial, descongelamento das antiguidades" (com um impacto superior a um milhão de euros); "descongelamento de carreiras" (um terço em 2018, com um custo de 825 mil euros), e com a "admissão de trabalhadores resultante da regularização" dos falsos recibos verdes.

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O CM pediu esclarecimentos à RTP, mas a empresa pública não quis comentar por estar a decorrer um processo negocial.

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