RUI SANTOS VENDE QUOTA DE 'A BOLA'
O jornalista Rui Santos deixou definitivamente o jornal desportivo “A Bola”, aos quadros do qual pertencia há mais de 25 anos. A sua saída implicou ainda a venda da quota de 5% que detinha na empresa que geria o jornal – Sociedade Vicra Desportiva S.A. – , abandonando também assim o quadro de accionistas.
Esta saída é o culminar de um longo processo, que se agudizou em meados de Maio quando o jornalista apresentou uma queixa no Sindicato dos Jornalistas contra o jornal, acusando a Direcção de censura por o ter proibido de continuar a publicar textos de opinião, que assinava todos os sábados, na última página.
A partir daí, Rui Santos deixou de ter qualquer papel ou assinar qualquer texto no jornal, enquanto se aguardava a resposta do Sindicato. Uma resposta que demorou quatro meses e cuja deliberação (a 18 de Setembro) se pode considerar confidencial, uma vez que só seguiu para o director do jornal, Vítor Serpa, e para o próprio jornalista.
No entanto, por falta de eficácia da deliberação, e perante a hipótese de Rui Santos intentar mais uma acção, o Sindicato enviou uma carta à Direcção de “A Bola” que obrigava a uma reintegração rápida do jornalista na redacção.
Rui Santos terá insistido que a sua denúncia era sobre censura e que pretendia voltar a ter a sua página de opinião, pelo que se optou por negociar a sua saída de forma global, ou seja, incluindo a venda da sua participação na empresa. Uma participação que herdou do seu tio, Vítor Santos, um dos fundadores e histórico chefe do jornal “A Bola”, cujo valor não foi obviamente revelado, falando-se em cerca de 600 mil contos.
O jornalista não quis revelar ou comentar o sucedido, muito menos os valores, visto que estabeleceu com a administração de “A Bola” um acordo de confidencial idade em relação a todo o processo.
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