Salários de gestores da RTP abrem polémica

Conselho Geral Independente diz que remuneração da administração não é “atrativa”.

11 de fevereiro de 2021 às 01:30
/fotospublicadas/Fotos/2-15758822 (8860535) (Milenium) Foto: Pedro Ferreira
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O salário “pouco atrativo” da administração da RTP pode limitar as hipóteses de escolha do novo grupo de gestores que vai mandar na estação pública. “A remuneração dos membros do conselho de administração [CA] não é especialmente atrativa no mundo empresarial português”, disse o presidente do Conselho Geral Independente (CGI) aos deputados da comissão parlamentar de Cultura e Comunicação.

José Vieira de Andrade salientou que a ideia é “escolher os melhores” entre as pessoas que estejam interessadas e tenham capacidades de gestão e liderança, pelo que, tal como já foi anunciado, o CGI decidiu fazer uma “consulta ao mercado, tendo recorrido a uma empresa especializada no recrutamento de executivos [Boyden]”.

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Mas as declarações do líder do CGI, órgão que tem entre as suas competências escolher o CA da RTP, causaram indignação no seio da Comissão de Trabalhadores (CT), que não hesitou em desafiar Vieira de Andrade a “estudar a evolução das 35 carreiras profissionais da empresa e a analisar a tabela salarial para perceber que esta afirmação choca quem trabalha no universo RTP”. “Se esta paga pouco aos gestores, imagine aos trabalhadores!”.

De acordo com as contas de 2019 (as de 2020 ainda não estão fechadas), o CA da RTP custou 320 mil euros aos cofres da empresa. Só em salários e despesas de representação, os três elementos receberam cerca de 265 mil euros. Gonçalo Reis (presidente) recebeu 102,2 mil euros anuais, enquanto Hugo Figueiredo e Ana Fonseca (vogais) ganharam 81,8 mil cada.

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