Só 770 pessoas veem o canal Q
Canal é detido pela empresa Produções Fictícias, da qual Nuno Artur Silva é sócio único.
O canal Q é visto, desde o início deste ano, por uma média de apenas 770 telespectadores. Segundo dados da GfK, regista um share médio de 0,09%, ou seja, em cada 100 telespectadores só 0,09 acompanham o canal dedicado ao humor disponível nas operadoras MEO, NOS e Vodafone.
De resto, estes números representam uma evolução negativa da estação face ao registado no ano passado. É que o canal Q fechou 2016 com uma média de 940 telespectadores e 0,11% de share. Lançado a 29 de março de 2010, o Q pertence às Produções Fictícias (PF), empresa detida pelo administrador da RTP com o pelouro dos conteúdos Nuno Artur Silva.
Recorde-se que, quando assumiu funções na empresa pública, em fevereiro de 2015, o gestor afirmou que iria vender a sua participação na produtora. "Quero vender a minha quota. Já tinha essa vontade, mas também para tornar tudo mais transparente. É um processo que está em curso", afirmou ao CM em 2015.
No entanto, até agora, tal não aconteceu. Certo é que, desde que Artur Silva entrou na RTP não foram celebrados negócios entre o grupo público e as PF, mas muitos colaboradores desta produtora têm trabalhado em formatos dos vários canais da RTP.
De acordo com os últimos registos disponíveis de ato societário, o gestor detém a totalidade da produtora através de duas participações: a primeira, em nome individual, que contempla 83% das quotas da empresa; e uma segunda (que diz respeito aos restantes 17%), através da sociedade Seems, que é detida, precisamente, por Artur Silva.
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