Taxa Google avança também nos EUA

Depois de Maryland é a vez do estado de West Virginia avançar com imposto digital.

14 de março de 2021 às 09:21
Google Foto: Reuters
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Nem nos Estados Unidos, onde estão sediadas, as gigantes da tecnologia se veem livres da polémica Taxa Google. Depois do estado norte-americano de Maryland é a vez de West Virginia propor a introdução de um imposto sobre as receitas de publicidade destas multinacionais.

Tal como tem vindo a acontecer na Europa e noutras partes do Mundo - onde países como Espanha, França e Reino Unido decidiram avançar unilateralmente com uma tributação dos GAFA (Google, Amazon, Facebook e Apple) perante a incapacidade da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em alcançar um acordo neste sentido - também os Estados Unidos se dividem. Desde que Joe Biden tomou posse como presidente, alguns estados decidiram avançar com propostas de lei que obrigam as gigantes da internet – as únicas a crescer durante a pandemia - a pagar mais impostos, num plano que visa apoiar a recuperação económica.

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Em fevereiro, o Senado de Maryland aprovou a primeira taxa digital do país, que consiste num imposto que pode ir dos 2,5% (empresas digitais que faturam entre 83,6 milhões e 836,4 milhões), 5% (entre 836,4 milhões e 4,2 mil milhões), 7,5% (entre 4,2 mil milhões e 12,5 mil milhões), e 10% (receitas superiores a 12,5 mil milhões). No dia 9, o senador Rupie Phillips apresentou a proposta de West Virginia, que consiste numa taxa de 5% sobre empresas com receitas entre 83,6 milhões e 12,5 mil milhões, e de 10% sobre faturações que ultrapassem este valor.

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