Taxa Google avança também nos EUA
Depois de Maryland é a vez do estado de West Virginia avançar com imposto digital.
Nem nos Estados Unidos, onde estão sediadas, as gigantes da tecnologia se veem livres da polémica Taxa Google. Depois do estado norte-americano de Maryland é a vez de West Virginia propor a introdução de um imposto sobre as receitas de publicidade destas multinacionais.
Tal como tem vindo a acontecer na Europa e noutras partes do Mundo - onde países como Espanha, França e Reino Unido decidiram avançar unilateralmente com uma tributação dos GAFA (Google, Amazon, Facebook e Apple) perante a incapacidade da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico) em alcançar um acordo neste sentido - também os Estados Unidos se dividem. Desde que Joe Biden tomou posse como presidente, alguns estados decidiram avançar com propostas de lei que obrigam as gigantes da internet – as únicas a crescer durante a pandemia - a pagar mais impostos, num plano que visa apoiar a recuperação económica.
Em fevereiro, o Senado de Maryland aprovou a primeira taxa digital do país, que consiste num imposto que pode ir dos 2,5% (empresas digitais que faturam entre 83,6 milhões e 836,4 milhões), 5% (entre 836,4 milhões e 4,2 mil milhões), 7,5% (entre 4,2 mil milhões e 12,5 mil milhões), e 10% (receitas superiores a 12,5 mil milhões). No dia 9, o senador Rupie Phillips apresentou a proposta de West Virginia, que consiste numa taxa de 5% sobre empresas com receitas entre 83,6 milhões e 12,5 mil milhões, e de 10% sobre faturações que ultrapassem este valor.
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