Tecnológicas pagam menos 18% ao Fisco
Média de contribuições das 50 maiores empresas do Mundo caiu de 35,5% em 1990 para 17,4% em 2020.
Gigantes da internet como o Facebook, a Amazon ou a Google continuam a ver os seus lucros crescer exponencialmente com a pandemia. Por outro lado, estas empresas cada vez pagam menos impostos. Um estudo da Bloomberg Economics mostra que a média de contribuições das 50 maiores empresas do Mundo (uma lista liderada pelas tecnológicas norte-americanas) caiu de 35,5% em 1990 para 17,4% no ano passado, ou seja, menos 18,1%. O Facebook e a Amazon, por exemplo, pagaram ainda menos em 2020: 12,2% e 11,8%, respetivamente.
Não é, por isso, de admirar que este tenha sido um dos temas mais discutidos pelos ministros das Finanças do G7 no passado fim de semana. Conscientes de que o setor da tecnologia é particularmente favorecido pelo sistema fiscal atual - os seus principais ativos (software, patentes e outros tipos de propriedade intelectual) são relativamente fáceis de adaptar em comparação com ativos físicos - chegaram a um acordo no sábado para avançar com um imposto corporativo mínimo global de 15% e exigir que grandes empresas paguem mais nos países onde fazem negócios, e não apenas onde têm sede.
Ainda assim, alguns dos países que avançaram com as suas próprias medidas de tributação, como é o caso da França, não se mostraram interessados em recuar, até porque estão agora a começar a ter retorno.
Esta decisão surge poucos dias depois do site ProPublica ter revelado que bilionários americanos como Jeff Bezos, fundador da Amazon, e Elon Musk (Tesla), que lideram a lista dos mais ricos do Mundo, chegaram a pagar pouco ou nenhum imposto em alguns anos.
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