Televisão e rádio públicas da Hungria deixam de transmitir

Decisão sobre os órgãos públicos é mais um passo no desmantelamento do sistema de Orbán, prometido pelo conservador Magyar nas eleições legislativas.

07 de julho de 2026 às 16:53
Bandeira Hungria Foto: Getty Images
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As estações públicas de televisão e rádio húngaras, controladas pelo ex-primeiro-ministro Viktor Orbán, pararam de transmitir esta terça-feira à tarde, anunciou o chefe do Governo, Péter Magyar, saudando um "dia histórico".

"Hoje, acabou a transmissão de propaganda nas plataformas dos meios de comunicação públicos", anunciou nas redes sociais Magyar, que pôs fim aos 16 anos de Viktor Orbán no poder, nas eleições em abril.

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"Um dia histórico. (...) Mentiram à noite, mentiram durante o dia, mentiram em todos os canais. Isso acabou", escreveu na mesma publicação.

O canal M1 e a rádio Kossuth encerraram, completou, num comentário à própria publicação 'online'.

O canal televisivo exibia o ecrã a negro, com a mensagem: "Os meios de comunicação públicos não podem mentir. Pedimos desculpas por termos feito isso durante muitos anos. A imprensa pública está a transformar-se para ser independente e confiável no futuro. O serviço de notícias está temporariamente suspenso. Continue connosco".

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As páginas 'online' destes meios também exibem um ecrã preto, enquanto a frequência da rádio Kossuth estava a transmitir a programação da estação musical Bartók.

Os programas da M1 serão retomados à noite, mas sem os boletins de notícias, de acordo com o comunicado de imprensa do grupo MTVA, que supervisiona os vários canais.

Quatro dias depois da vitória eleitoral de 12 de abril, Péter Magyar prometeu "suspender imediatamente o serviço de notícias falsas que opera" na M1, numa entrevista ao canal, a primeira em 18 meses.

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O ultraconservador Viktor Orbán, que esteve 16 anos consecutivos no poder, ou empresários próximos do poder, controlavam cerca de 80% da imprensa, de acordo com a organização não-governamental (ONG) Repórteres sem Fronteiras (RSF).

A decisão sobre os órgãos públicos é mais um passo no desmantelamento do sistema de Orbán, prometido pelo conservador Magyar nas eleições legislativas.

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