Tinder vai ter de pagar mais de 52 milhões de euros por descriminar utilizadores por idade
Mais de 260 mil pessoas deverão ser abrangidas pelo acordo de compensação.
O Tinder vai ter de pagar 60,5 milhões de dólares (cerca de 52,04 milhões de euros) por descriminar os utilizadores por idade. A popular aplicação de encontros foi acusada de cobrar mais aos utilizadores mais velhos do que aos mais novos na assinatura de planos premium idênticos.
Segundo o The New York Post, a ação foi originalmente movida em 2015 por Allan Candelore (nome de usuário na aplicação), na Califórnia, EUA, e alega que a aplicação violou a lei estadual. "O Tinder anunciou e implementou descaradamente um plano de preços com vários níveis que trata os consumidores de forma desigual com base unicamente na sua idade", dizia o processo original, citado pelo jornal norte-americano. Apesar de aceitar o acordo, o Tinder não assumiu qualquer irregularidade.
Poderão estar abrangidos pela compensação utilizadores residentes na Califónia com 29 ou mais anos que compraram assinaturas Tinder Plus ou Tinder Gold a partir de 2 de março de 2015, ou que tenham 28 anos ou mais e que tenham feito uma subscrição premium depois de 2 de março de 2016. Mais de 260 mil pessoas deverão enquadrar estes requisitos
Os visados na situação têm até 8 de abril para decidir se querem participar ou não e se pretendem contestar os termos do acordo. Até 18 de agosto, devem especificar como desejam receber o dinheiro, cujo valor será "proporcional ao valor pago pelo Tinder Plus e pelo Tinder Gold" no momento da assinatura, indica o próprio Tinder em comunicado.
A audiência judicial para a aprovação final do acordo está agendada para 20 de maio no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos.
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