Tinder vai ter de pagar mais de 52 milhões de euros por descriminar utilizadores por idade

Mais de 260 mil pessoas deverão ser abrangidas pelo acordo de compensação.

04 de março de 2026 às 19:57
Tinder Foto: GettyImages
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O Tinder vai ter de pagar 60,5 milhões de dólares (cerca de 52,04 milhões de euros) por descriminar os utilizadores por idade. A popular aplicação de encontros foi acusada de cobrar mais aos utilizadores mais velhos do que aos mais novos na assinatura de planos premium idênticos.

Segundo o The New York Post, a ação foi originalmente movida em 2015 por Allan Candelore (nome de usuário na aplicação), na Califórnia, EUA, e alega que a aplicação violou a lei estadual. "O Tinder anunciou e implementou descaradamente um plano de preços com vários níveis que trata os consumidores de forma desigual com base unicamente na sua idade", dizia o processo original, citado pelo jornal norte-americano. Apesar de aceitar o acordo, o Tinder não assumiu qualquer irregularidade. 

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Poderão estar abrangidos pela compensação utilizadores residentes na Califónia com 29 ou mais anos que compraram assinaturas Tinder Plus ou Tinder Gold a partir de 2 de março de 2015, ou que tenham 28 anos ou mais e que tenham feito uma subscrição premium depois de 2 de março de 2016. Mais de 260 mil pessoas deverão enquadrar estes requisitos 

Os visados na situação têm até 8 de abril para decidir se querem participar ou não e se pretendem contestar os termos do acordo. Até 18 de agosto, devem especificar como desejam receber o dinheiro, cujo valor será "proporcional ao valor pago pelo Tinder Plus e pelo Tinder Gold" no momento da assinatura, indica o próprio Tinder em comunicado. 

A audiência judicial para a aprovação final do acordo está agendada para 20 de maio no Tribunal Superior do Condado de Los Angeles, nos Estados Unidos.

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