Trabalhadores da Impresa podem apresentar propostas
Impresa conversa com investidores mas não está afastada a possibilidade de funcionários negociarem aquisição dos 13 títulos à venda.
Caso as negociações que mantêm com pelo menos três investidores para a compra do seu portefólio de revistas não cheguem a bom porto, a Impresa tem em cima da mesa a possibilidade de permitir que os seus funcionários, nomeadamente aqueles que trabalham nos títulos que estão à venda, apresentem propostas para adquirir as publicações.
O objetivo é evitar o fecho das revistas. Em causa estão ‘Visão’, ‘Caras’, ‘TV Mais’, ‘Courrier Internacional’, ‘Activa’, ‘Exame’, ‘Blitz’, ‘Jornal de Letras’, ‘Caras Decoração’, ‘Exame Informática’, ‘Telenovelas’, ‘Visão Júnior’ e ‘Visão História’. O CM sabe que estes títulos têm cerca de 200 funcionários.
A Comissão de Trabalhadores (CT) da Impresa já reuniu com o diretor de recursos humanos do grupo e concluiu existir uma "incerteza total quanto ao futuro" das publicações e dos trabalhadores "não só diretamente ligados aos títulos, como a outros departamentos da Impresa Publishing (Fotografia, Produção, Marketing, Publicidade, Gesco, Multiplataforma, Distribuição) e da Impresa Serviços".
Recorde-se que, no 1º semestre do ano, a área de Publishing da Impresa (que inclui as revistas e o jornal ‘Expresso’, único meio em papel que vai continuar a editar) teve custos de 22 milhões de euros e receitas de 22,3 milhões. Foi a falta de rentabilidade deste negócio que levou a Banca a pressionar o grupo de Francisco Pinto Balsemão para libertar capital de forma a acelerar o pagamento da dívida (189,1 milhões de euros).
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