Uma década a fazer rir Portugal

Os ‘Malucos’ regressam em Setembro aos ecrãs da SIC com novos episódios gravados na praia. Modelos e cenários renovados assinalam aniversário.

12 de agosto de 2005 às 00:00
Uma década a fazer rir Portugal
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Com uma forte implementação junto do público português, os ‘Malucos do Riso’ têm sido, ao longo da última década, um dos programas líderes de audiência no nosso país. Em Setembro, mês em que se celebra o seu décimo aniversário, vai para o ar uma nova série que tem a praia por tema central. Os ‘Malucos na Praia’ apresentam como principal novidade as estreias de Liliana Queirós, Marta Pereira, Raquel Henriques e Gustavo Santos.

‘Malucos na Praia’ é mais um dos subprogramas resultantes da marca ‘Malucos do Riso’. A fórmula é a mesma de sempre: um conjunto de anedotas, mais ou menos conhecidas do grande público, que culminam com a tradicional careta e são intercaladas por pequenos separadores. As diferenças encontram-se então na forma e não no conteúdo. Segundo Pedro Martins, um dos sócios responsáveis pela produtora SP Filmes, a nova série irá sofrer “a renovação habitual que já decorre da criação das submarcas do ‘Malucos do Riso’. Neste caso, teremos uma incidência de cerca de 50% das anedotas em situações ligadas à praia, com cenários novos e apresentação de novas caras.”

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Entre as caras novas encontra-se a modelo Liliana Queirós, que apelida de “alucinante” a experiência de integrar o elenco dos ‘Malucos na Praia’. A oportunidade para fazer televisão surgiu depois de ter vencido o concurso de Miss Playboy TV Portugal, quando recebeu um telefonema a convidá-la para participar num casting para o ‘Maré Alta’. A modelo foi escolhida para participar no programa e, logo no primeiro dia de gravações, surgiu outro convite. “Fiquei muito contente por ser chamada para ‘Malucos do Riso’. Entusiasmava-me muito a ver o programa, principalmente porque admiro muito o trabalho do João de Carvalho e da Sandra B”, diz. Liliana salienta que todos os actores a têm ajudado, “especialmente os mais velhos”, e reafirma a sua admiração pelo actor João de Carvalho: “Não é exagero dizer que me babo toda quando oiço o nome dele. É um óptimo profissional, um excelente actor e uma pessoa extraordinária, com uma aura tão boa que apetece estar sempre junto a ele!”

Apesar de estar a gostar muito “desta primeira experiência”, Liliana Queirós ainda não se vê no corpo de uma actriz: “Estou a aprender e falta muito para atingir essa condição.” A modelo diz que prefere esperar que o programa seja emitido para tomar uma decisão. “Eu sou muito esquisita... Se realmente gostar de me ver na televisão, apostarei num curso de interpretação”, diz. A exemplo do que é referido por outros actores que já passaram pelo programa, Liliana realça a boa disposição que se pode encontrar nas gravações: “O ambiente é de brincadeira, logo, o trabalho é muito descontraído.” Pedro Martins, um dos responsáveis pela SP Filmes, garante que esse é um dos elementos essenciais para o sucesso e a durabilidade do programa. “O ambiente é muito importante, ainda mais quando se trabalha em humor, porque reduz a pressão sobre os actores e eles acabam por retirar mais gozo do seu trabalho.”

No entanto, Pedro Martins ressalva que há muitos outros factores que contribuem para o sucesso do produto final: os horários, o rigor da escrita, os cenários e o guarda-roupa. “É do equilibrio entre todos esses factores que resulta um bom produto televisivo que mantém o interesse do público.”

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Foi a 9 de Setembro de 1995 que os ‘Malucos do Riso’ se estrearam nos ecrãs da SIC. O conceito surgiu quase por acaso, “num momento de grande desalento”, explica Pedro Martins.

“Estávamos a gravar um programa chamado ‘Café do Surdo’ quando recebemos um fax do Emídio Rangel a comunicar que o programa não iria ser emitido e que seria necessário renegociar o contrato.

Como sempre, entra alguém no estúdio que, encontrando a malta toda cabisbaixa, resolve contar uma anedota para aliviar a tensão.” E foi assim que Jorge Marecos, responsável pela SP Filmes e realizador, identificou um novo conceito de programa televisivo. Como diz Pedro Martins, “uma boa anedota bem contada provoca a gargalhada e a descompressão, e isso é essencial para o funcionamento de um bom programa.” A SP Filmes decidiu então gravar um piloto para apresentar à SIC. A estação gostou e encomendou uma primeira série de treze episódios que foi sendo renovada, até que se chegou às encomendas anuais de quatro séries de 26 episódios.

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Pedro Martins considera que o formato nunca se esgotou porque se procedeu a uma constante “renovação a nível de caras e decors, e retocando processos de realização já anteriormente utilizados.”

Afirma que é o próprio público quem “exige essa renovação”, principalmente após o surgimento da “concorrência na TVI” e também não esquece que muitas anedotas se vão esgotando: “Há aspectos socias que se vão alterando ao longo de uma década e as anedotas acabam por ficar datadas.” E reforça com um exemplo: “As anedotas que encontrávamos nos anos 60 nos livrinhos do ‘Mundo Ri’, para que hoje resultem, precisam de ser recriadas tendo em conta essa evolução social.”

30 SÉRIES PRODUZIDAS

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Em dez anos no activo, o programa de humor ‘Malucos do Riso’ já produziram 30 séries e têm mais três em fase de produção.

7 MIL ANEDOTAS

Com cerca de 570 programas emitidos, os ‘Malucos do Riso’ já lançaram para o ar cerca de sete mil anedotas. Em 2006, esperam chegar aos 600 programas.

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70 CENÁRIOS

Já foram utilizados cerca de 70 cenários diferentes, sendo que muitos foram reajustados consoante as necessidades.

ACTORES ELOGIAM EQUIPA

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“SOMOS BEM PAGOS”

A opinião é unânime: “Trabalhar aqui é maravilhoso”. Joaquim Nicolau sublinha o profissionalismo e respeito pela profissão de actor. “Não é só pelo dinheiro, embora sejamos bem pagos. É pela maneira atenciosa como somos tratados”, diz.

“É das únicas produtoras que, se fosse preciso, estou convencido que até vínhamos trabalhar de borla”, acrescenta. “Há uma boa relação, tanto com a equipa técnica, como com a produção. A boa atitude passa por todos os que estão envolvidos neste trabalho de equipa. Pode ser, por exemplo, o câmara que no momento de gravar dá uma dica”, diz João de Carvalho. Já Sofia Nicholson elogia o ambiente, que diz ser “fantástico”, e refere que aquela equipa é como “uma grande família”.

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GRAVAÇÕES NA HERDADE DA BAROCA

Para os actores, uma das mais-valias é o local das filmagens, perto de Alcochete. “Adoro isto”, diz Margarida Carpinteiro. “Às vezes, quando venho de manhã, faço por chegar mais cedo, só para ficar a ouvir o canto dos pássaros”.

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