Inês Castel-Branco: "Estou orgulhosa do trabalho que fiz"
Aos 44 anos, a atriz já leva 25 anos de carreira.
Agora que chegaram ao fim as gravações de ‘A Madrasta’ – a novela que a TVI vai estrear em horário nobre no próximo dia 22 – a protagonista, Inês Castel-Branco, respira de alívio. Em jeito de balanço, a atriz de 44 anos admite que “o ritmo de trabalho foi frenético”, revela que tinha uma “grande carga horária e 30 páginas de texto para decorar todos os dias”, mas agora retém a satisfação do dever cumprido.
“Quando se toma a decisão de dizer ‘sim’ a uma protagonista é melhor que se esteja preparado para trabalhar no duro...”, comentou à Boa Onda. “Tive a noção, desde o início, de que iria ser um projeto trabalhoso, mas estava preparada para o enfrentar. Estou cansada, claro, mas não o digo em forma de queixume. É um cansaço bom, que até me faz sentir um bocadinho super-mulher: afinal, consegui! Não é para qualquer um, decorar três dezenas de páginas por dia”, sublinha.
Mais satisfeita ficou depois de ver o primeiro episódio da novela assinada por Maria João Mira para a Plural Entertainment, adaptação de um original mexicano que fez sucesso em todo o Mundo. “Juro que vou ver esta novela”, garantiu. “É tão boa, tem tanta qualidade! Pareceu-me estar a ver uma produção da Netflix. Fiquei mesmo muito orgulhosa do trabalho que fiz. Do meu e do dos outros. Aliás, é mais uma prova de que a produção de ficção em Portugal está a melhorar a olhos vistos. Acho que ainda nos faltam mais escritores... Mas o elenco é fantástico. E estes atores podiam trabalhar em qualquer parte do mundo. Em breve vou fazer um visionamento lá em casa, com a família e os amigos do costume. Quero que toda a gente veja isto!”
‘AMadrasta’ conta a história de Diana, uma orfã educada por um padre, “ingénua e romântica, que se apaixona por um homem que acredita ser a pessoa certa para ela”. “Casam e têm dois filhos, mas a família dele nunca a aceita, pelo facto de vir de uma zona social mais humilde”, conta a atriz. Durante umas férias, dá-se um crime e a Diana é acusada, injustamente, de homicídio. É presa em Marrocos, supostamente para toda a vida, mas quando já abdicou de qualquer esperança, recebe um indulto e é liberta. Passados 20 anos. “O objetivo dela é regressar a Portugal, recuperar os filhos e descobrir quem é o verdadeiro assassino. Parece simples, mas não é. Ela não está preparada para que os filhos achem que ela é outra mulher...”, considera a atriz, a quem muito agradou “o lado de policial” deste enredo. “É um mistério que vai ser desvendado pouco a pouco. As personagens vão-se revelando e há muitas surpresas que o público vai descobrir.” Um dos aspetos do trabalho de que Inês Castel-Branco diz ter mais gostado é da transição que Diana faz entre a sombra e a luz. “Os 20 anos que passou na cadeia deram-lhe dureza e tornaram-na amarga, mas quando descobre que vai ter uma nova oportunidade, os olhos voltam a brilhar. Essa mudança foi um dos momentos mais bonitos da criação desta personagem”, explica. Do que conseguiu ver, diz também que “a versão portuguesa é a melhor de todas”.
“Vi partes da versão original, o que está disponível no YouTube, e achei demasiado. Torna-se risível. Porque foi feito nos anos 1980, há demasiada maquilhagem, os atores são todos muito mais velhos... sinceramente, não gostei muito. Acho que o nosso produto resultou melhor.”
Com 25 anos de carreira, Inês Castel-Branco não tem palavras para elogiar o elenco. “É muito fácil trabalhar com atores deste calibre – desde os mais jovens aos mais experientes. Acho que isso também vai ajudar a prender o espectador”, conclui a atriz, que agora anseia pelas férias. “Sou muito lagartinha, gosto imenso de apanhar sol. Agora, e pelo menos até setembro, tenciono descansar, fazer muita praia, estar com a família e com os amigos. Depois logo se vê. Vou manter-me nesta casa [TVI], claro, e voltar ao teatro.”
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