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‘1.ª Companhia’ volta a tribunal

Gualdino Paredes, ex-director-adjunto da SIC, foi o último a ser ouvido no Tribunal de Oeiras no caso do pára-quedista contra a TVI. "Ele confirmou que a SIC estava interessada no meu projecto, mas sabia que eu andava a negociar com a TVI", conta ao CM Fernando Pereira.

26 de junho de 2011 às 00:30

O militar, que acusa o canal de Queluz de Baixo de ter plagiado o projecto ‘Special Force’, que resultou no reality show ‘1ª Companhia’, exibido em 2005, refere que "as alegações finais estão marcadas para o próximo dia 4 de Julho".

"Acredito na Justiça. Mas nem sempre é a verdade que prevalece. Veremos", desabafa o pára-quedista.

Recorde-se que antes de Gualdino Paredes, Júlia Pinheiro, que apresentou o formato, e José Alberto Moniz, na altura director--geral do canal de Queluz, podem ainda requerer ao Tribunal que oiça testemunhas do seu lado.

O processo retomado em Maio deste ano, após vários adiamentos desde 2006, está a correr como Fernando Pereira esperava.

"O Sr. Paredes confirmou tudo. Não disse apenas que eu já estava a negociar com a TVI, mas também que até tínhamos falado em valores. Perante isto, estou confiante. O tribunal é soberano. Acredito na Justiça", diz. A favor do pára-quedista testemunharam também alguns militares que conheciam as suas ambições como produtor de conteúdos.

"Foram ouvidos oficiais superiores, uns sete, e todos eles disseram reconhecer o meu projecto que tinha como objectivo principal promover as tropas pára-quedistas voluntárias", disse o militar que espera agora uma indemnização de dois milhões de euros.

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