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Correio da Manhã

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Pinto Balsemão espera que exclusão de canais da SIC em Angola seja "bem resolvida"

A 14 de março, a Zap interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique.
29 de Julho de 2017 às 17:15
Francisco Pinto Balsemão
Francisco Pinto Balsemão, 78 anos. Licenciado em Direito e um dos principais fundadores do PPD, actual PSD. Foi Ministro de Estado Adjunto e primeiro-ministro «
Francisco Pedro Balsemão, assumiu a presidência da Impresa em março de 2016
Francisco Pinto Balsemão
Francisco Pinto Balsemão, 78 anos. Licenciado em Direito e um dos principais fundadores do PPD, actual PSD. Foi Ministro de Estado Adjunto e primeiro-ministro «
Francisco Pedro Balsemão, assumiu a presidência da Impresa em março de 2016
Francisco Pinto Balsemão
Francisco Pinto Balsemão, 78 anos. Licenciado em Direito e um dos principais fundadores do PPD, actual PSD. Foi Ministro de Estado Adjunto e primeiro-ministro «
Francisco Pedro Balsemão, assumiu a presidência da Impresa em março de 2016
O presidente do grupo Impresa, Francisco Pinto Balsemão, afirmou este sábado, na cidade da Praia, que a exclusão de canais televisivos do grupo em Angola é um "problema" do país que espera ver "bem resolvido".

"É um problema angolano que gostava que fosse bem resolvido", disse Pinto Balsemão à agência Lusa na cidade da Praia, à margem da sua participação numa conversa sobre democracia e governação com o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves.

A 14 de março, a Zap interrompeu a difusão dos canais SIC Internacional e SIC Notícias nos mercados de Angola e Moçambique, o que aconteceu depois de o canal português ter divulgado reportagens críticas ao regime de Luanda.

Desde cinco de junho, também a operadora de televisão por subscrição Multichoice, através da plataforma internacional DStv, deixou de transmitir os canais SIC Notícias e SIC Internacional África em Angola.

A operadora portuguesa NOS detém 30% da Zap, sendo o restante capital detido pela Sociedade de Investimentos e Participações, da empresária angolana Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.

Os restantes canais do grupo português, SIC Mulher, SIC Radical, SIC Caras e SIC K, continuam a ser transmitidos normalmente em Angola.

Questionado sobre o assunto pela Lusa, Francisco Pinto Balsemão não se alongou muito nas respostas, dizendo apenas que o grupo Impresa é a "favor do pluralismo e de uma concorrência sã e leal".

O empresário e também antigo primeiro-ministro português afirmou ainda que este é um assunto que fará parte da campanha eleitoral em Angola.

O país vive, atualmente, um clima de pré-campanha para as eleições gerais de 23 de agosto, às quais já não concorre José Eduardo dos Santos, Presidente da República desde 1979.

Em junho, a empresária Isabel dos Santos, que detém a distribuidora angolana de televisão por subscrição Zap, escreveu nas redes socais que "a SIC é muito cara" e que a exclusão dos canais daquele grupo português era uma decisão comercial.

Instado a comentar, Pinto Balsemão disse que não quer entrar no assunto, remetendo apenas para um comunicado imitido pelo grupo Impresa.

Fonte oficial da SIC disse que se "preocupa essencialmente com a liberdade de informação" e a prestação "de serviços de qualidade", pelo que não se enreda "em 'tertúlias' nas redes sociais".


Pinto Balsemão critica "lixeira gigantesca" nas redes sociais e nos motores de busca



O presidente do grupo de 'media' português Impresa, Francisco Pinto Balsemão, criticou hoje, na cidade da Praia, a "lixeira gigantesca" nas redes sociais e nos motores de busca, salientando que são cada vez mais explorados para difusão de "mentiras e meias verdades".

Pinto Balsemão falava hoje, na cidade da Praia, numa conferência sobre democracia e governança, num debate com o ex-primeiro-ministro cabo-verdiano José Maria Neves.

"A lixeira gigantesca nas redes sociais e nos motores de busca é cada vez mais explorada para difusão de mentiras, meias verdades e factos alternativos", criticou o empresário e também antigo primeiro-ministro português.

O também antigo jornalista lembrou que isso sempre existiu e foi denunciado, mas notou que agora há "organizações montadas para difundir rapidamente notícias falsas".

Por isso, disse que a comunicação social pode desempenhar um papel importante, de "separar o trigo do joio", veicular opiniões sobre factos divergentes, para as pessoas decidirem consoante a sua própria vontade.

No capítulo do debate sobre a relação entre os partidos e a comunicação social, Pinto Balsemão disse que os media não podem ser considerados como o 4º poder, explicando que não foram eleitos.

Mas entendeu que os órgãos de comunicação social devem ser vistos como o "contrapoder", já que é a "outra face da moeda" capaz de fiscalizar os poderes instituídos.

Por sua vez, José Maria Neves disse que a relação entre partidos e comunicação é "sempre difícil, tensa e há uma desconfiança mútua", mas considerou ser "fundamental" para a democracia que haja liberdade de imprensa e a possibilidade do dissenso.

O ex-chefe de Governo entendeu também que os media não são o quarto poder, mas sim o centro do poder, onde os dissensos são importantes.

A conferência foi organizada pela Fundação José Maria Neves para a Governação, que mensalmente convida personalidades nacionais e estrangeiras para falar sobre determinado assunto.

Com o tema "Democracia e Governança: um Futuro a Construir?", foi a quarta conferência da fundação que nasceu em abril último e que José Maria Neves é patrono e presidente.
Lusa Impresa Francisco Pinto cidade da Praia Angola José Maria Neves Luanda Zap SIC Internacional SIC Notícias
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