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Correio da Manhã

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Larry King, a lenda da TV que recusou ser jornalista

Apresentador de televisão não resistiu à Covid-19 e morreu em Los Angeles aos 87 anos.
Alfredo Leite(alfredoleite@cmjornal.pt) 24 de Janeiro de 2021 às 01:30
Larry King
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Quando a RCA lançou o microfone 77-D, em 1954, Larry King ainda não era um ícone da comunicação. Celebrizado por 25 anos de ‘Larry King Live’, na CNN, o RCA pousado na mesa e os suspensórios foram as imagens de marca do apresentador que nunca quis ser jornalista. A relutância tinha uma razão. Larry admitiu que não era um estudioso das personagens que entrevistava e, mesmo assim, falou com todos os famosos do Mundo.

Nascido em 1933, em Nova Iorque, EUA, Larry King morreu este sábado, em Los Angeles, aos 87 anos, com Covid-19, depois de uma vida de oito casamentos com sete mulheres e cinco filhos. Em agosto do ano passado enterrou dois deles: Andy morreu de ataque cardíaco, e Chaia não resistiu a um cancro de pulmão. Então, nas redes sociais, o pai King escreveu que "perdê-los parece antinatural. Nenhum pai deveria enterrar um filho".

Larry King iniciou-se na rádio e foi em 1978 que espoletou o sucesso do ‘talk show’ em que misturava entrevistas aos convidados com telefonemas do auditório anónimo. O salto para a televisão deu-se em 1985, na então jovem e inovadora CNN. Deixou o canal em 2010 e criou, com estrondo e polémica, ‘Politicking’, na plataforma de ‘streaming’ Ora, que ajudou a fundar, retransmitido pelo canal russo RT, um instrumento de propaganda de Moscovo.

Foi no Ora que King entrevistou Morgan Freeman, uma conversa durante a qual o ator revelou a sua amizade com Obama e o seu gosto pela marijuana.
É uma entrevista de antologia como a que fez à decadente estrela cinematográfica Marlon Brando e que acabou com um beijo na boca entre ambos.

Divorciou-se em 2019 de Shawn Southwick, com quem esteve casado durante 22 anos. Em 2017, King foi acusado de assédio por uma antiga modelo. A acusação não foi provada e o caso não chegou a tribunal.
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