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Correio da Manhã

Tv Media

A Bela e o Mestre

A mosca e a asneira é o que mais se aplica a este novo conceito de reality show exibido pela TVI.
23 de Março de 2007 às 00:00
A Bela e o Mestre
A Bela e o Mestre
Há um velho ditado que diz que, quando alguém abre a boca ou entra mosca ou sai asneira. Quem inventou este princípio filosófico nunca teve a oportunidade de ver ‘A Bela e o Mestre’. Mas não estará arrependido: se o Mundo muda, há coisas que nunca se alteram. Qualquer reality show tornou-se o óleo de fígado de bacalhau para quem se porta mal e tem de ver o pior que existe na televisão. E, depois, fingir que tira prazer disso.
O filão criado com o célebre ‘Big Brother’ em 2001 regressa de vez em quando para animar as audiências, que ainda não se descobriu por que é que as pessoas não enjoam quando vêem estas coisas. Sobre ‘A Bela e o Mestre’ há pouco a dizer: é uma laranja tão seca que já nem causa a repugna, como o ‘Big Brother’. O duelo é parolo: como juntar as mulheres bonitas (que têm, de acordo com o conceito do programa, de ser burras...) e jovens de elevado potencial? Quem tem de inventar estes reality shows já deve ter dificuldades em criar algo que estimule as audiências e, por isso, estamos a caminhar para o que é mais básico, como as piadas que escutamos há 40 anos e que já nem sabemos por que rimos delas.
‘A Bela e o Monstro’ é um programa sem conceito (imagine-se se se chamasse ‘A Mostrenga e o D. Juan’?), mas hoje a generalidade dos canais televisivos também não o têm. O conceito de reality show, depois deste programa, está maduro e prestes a cair de podre. Que horror está prestes a bater à porta para entrar a seguir através do pequeno ecrã?
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