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Correio da Manhã

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A CASA VEIO ABAIXO

Toy grava hoje o último programa “Na Casa de Toy”, que a SIC vai transmitir já amanhã. A estação de Carnaxide diz que este formato que começou com “O Meu Nome É Ágata” não vai ter continuidade, até porque as audiências nunca foram surpreendentes. No entanto, Gabriel, o ex-concorrente do ‘Masterplan’, garante estar em conversações com o canal para ser o protagonista de um novo programa, o que a direcção de Programas nega.
13 de Fevereiro de 2003 às 00:00
A confusão está instalada. Fonte da SIC garante que tudo começou com uma brincadeira. Por ser visita assídua de várias gravações e estar sempre a pedir “um programa”, Gabriel é visto frequentemente em alguns estúdios da estação, nomeadamente nos directos de “Herman SIC, tendo sido aliás um dos convidados do primeiro “Escândalos e Boatos” conduzido por José Figueiras.

Ao mostrar a sua vontade em ter um programa, este apresentador disse-lhe “Qualquer dia somos colegas”. Esta frase, somada à brincadeira de alguém que dissera a Gabriel “a seguir ao Toy és tu...”, levou o ex-‘Masterplan’ a dar como certa a sua participação num programa da SIC. Ao CM garantiu estar tudo pronto para que as câmaras sejam instaladas na sua casa, no Norte do País.

BALANÇO POSITIVO

Polémicas à parte, Toy faz um balanço positivo destes quase dois meses em que partilhou a sua vida e a dos familiares e amigos com os telespectadores. “Foi bom porque consegui algumas coisas que considero muito importantes, como mostrar a cultura popular e tradicional do nosso país, o artesanato, a gastronomia e a generosidade e hospitalidade do povo, que são absolutamente fantásticas”, refere. Apesar das expectativas criadas à volta do programa, este raramente figurou nos dez primeiros lugares da tabela de audiências ...

Toy reconhece que não foi fácil andar, nos últimos tempos, a correr o País de lés-a-lés à boleia com a viola debaixo do braço e revela que, no fundo, “foi uma experiência muito gratificante mas muito cansativa, até porque tudo o que passou na televisão foi real, nada foi fingido. A verdade é que houve sempre quem me desse de comer e de dormir e só posso ficar reconhecido pelo calor com que me receberem”, adianta.

O cantor e compositor garante que graças a “A Casa do Toy” ficou com a certeza que os portugueses gostam dele e apreciaram o programa. “Fiquei, acima de tudo, contente porque houve muita gente que me disse que até não engraçava comigo antes do programa e depois ficaram a gostar de mim. Isto é muito agradável”.

Esta experiência trouxe uma grande riqueza ao cantor e compositor: “Fiquei culturalmente muito mais rico e com a certeza de que divulguei a cultura popular que é esquecida pelo ministro da tutela que dá mais atenção à cultura erudita, que é importante mas não é a principal. Fiquei, acima de tudo, com a certeza absoluta que a raiz cultural deste país não se pode perder: o artesanato, a gastronomia, a poesia, todas estas coisas que passaram por mim foram de facto muito enriquecedoras e a imagem que eu tinha do nosso país foi confirmada”.

Mas, segundo Toy, não foi só ele a tirar proveito desta experiência televisiva. “Toda a minha família, inclusivamente as crianças, ganharam. Há sempre prós e contras na exposição pública mas acredito que, neste caso, não foi negativo nem prejudicial para eles porque depende do tipo de exposição, e feito o balanço acho que foi benéfico e ajudou-os a crescer ”, diz.

Toy prepara-se para, depois de concluídas as gravações do dia de hoje, gozar uns dias de férias. “Vou descansar, obviamente. Preciso bastante”. Mas, depois tenho muito trabalho para fazer. Tenho uns discos para produzir, uns espectáculos para preparar e tenho também a mudança de casa... Vão ser umas férias muito curtas”, confessa.
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