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Correio da Manhã

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A FERREIRINHA FOI A PERSONAGEM QUE MAIS ME MARCOU

Em ‘A Ferreirinha’, série em exibição na RTP 1, Filomena Gonçalves é uma mulher poderosa e de coragem. Nos bastidores da sua produtora, a Antinomia, a actriz prepara-se já para interpretar o papel de uma vagabunda louca na série ‘João Semana’, história baseada em ‘As Pupilas do Senhor Reitor’
23 de Outubro de 2004 às 00:00
Nesta série, que faz lembrar a BBC, vão mostrar o desastre com o Barão de Forrester? (J. Moreira )
Vamos, mas com algumas cautelas. Pois o Douro de hoje, domesticado pelas barragens, não tem, felizmente, a ferocidade desses tempos.
Em ‘A Ferreirinha’ apercebo-me de que nada foi gravado em estúdio, ou estou enganado? (Augusto Ramos )
É verdade. Nada foi gravado em estúdio. É uma marca da Antinomia procurar cenários reais com o objectivo de aproximar a acção da narração.
Produzir uma série como 'A Ferreirinha' com especial atenção à iluminação, fotografia e edição é mais caro do que produzir uma novela? Se não, então por que não se tem mais cuidado nas novelas com estes aspectos estéticos tão importantes em televisão? (Miguel)
Um episódio de série é mais caro do que um episódio de novela. Mas não é a diferença de preço que explica a diferença de qualidade. É o rigor, o investimento na representação e na realização. Por dia, produzimos seis a sete minutos de tempo útil de gravação, enquanto nas novelas gravam-se 20 a 30 minutos por dia.
A ‘Ferreirinha’ é um hino à grande ficção. Está a preparar mais alguma coisa? (Joaquim Fidalgo)
Estamos a preparar a série ‘João Semana’, baseada no romance de Júlio Diniz, ‘As Pupilas do Senhor Reitor’, protagonizada por Nicolau Breyner.
A Antinomia tem feito vários trabalhos de ficção histórica para a RTP. Não gostava de produzir outras séries de ficção actual? (João Silva)
Gostava. Mas nós não produzimos apenas o que gostamos, mas aquilo que o nosso cliente (televisões) decide.
Que personagem vai interpretar no próximo trabalho? (Mónica Pires)
Um pequeno papel de uma vagabunda, louca, que com a irmã, sobrevive à Guerra Civil e pede esmola na aldeia de João Semana.
Estou a gostar bastante de vê-la em 'A Ferreirinha'. Foi um trabalho desgastante? (Filipe Marques)
Muito desgastante, mas muito gratificante. Descobrir o Douro é uma exaltação de alma. Convido os leitores do CM a visitar a região. É um passeio deslumbrante.
Qual foi o trabalho ao longo da sua carreira que lhe deu mais gozo fazer e porquê? (Ana Almeida Martins )
Tenho vários trabalhos de que guardo grata memória, mas é sem dúvida
‘A Ferreirinha’, a personagem que mais me tocou.
Onde e como vai passar a ceia de Natal? (Luís Rodrigues)
Nasci em Lisboa, mas a festa de Natal costuma ser na nossa casa do Alentejo, onde se reúne toda a família. Cumprindo a tradição alentejana, não falta bacalhau, carne de porco preto, filhós, fatias douradas e doces conventuais, típicos da região. Este ano, e como o Francisco perdeu a mãe há pouco tempo, vamos transformar o Natal num reforço dos laços de afecto e de evocação daqueles que mais gostamos e já não estão entre nós.
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