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A GRANDE APOSTA

Depois de ter passado tempos complicados, a actriz voltou ao activo. Trabalhou tanto no primeiro mês que julgou que ia adoecer. Não há fome que não dê em fartura: teve de deixar um curso de Publicidade e de recusar outras propostas de trabalho.
25 de Julho de 2002 às 19:15
A última vez que a vimos foi em “Laços de Família” (SIC, 2000-1) onde interpretou “Patrícia”, a melhor amiga da “Ciça” (Júlia Feldens). Nessa telenovela , a actriz não gravava mais de três cenas por semana, enquanto que hoje, para dar vida a “Júlia” em “New Wave”, o número de cenas aumentou para 20 por dia. “O primeiro mês foi pauleira. Tive medo de adoecer e atrapalhar a produção”, confessa. Mas actualmente já tem maior disponibilidade para viver a sua vida pessoal, apesar de ter sido obrigada a interromper o curso de Publicidade que estava a frequentar.

A alegria de Juliana Silveira só não é maior porque teve que recusar um convite para participar nas filmagens de “Benjamin”. Na última hora foi substituída por Cléo, filha de Glória Pires. “Quando não tinha nada para fazer, não aparecia nada. É sempre assim…”, lamenta a actriz, que por inúmeras vezes já foi confundida com a actriz americana Alicia Silverstone.
Para interpretar "Júlia”, Juliana inspirou-se no seu próprio trajecto de vida. Aos 12 anos, trocou a cidade de Santos, no litoral paulista, pelo Rio de Janeiro, para trabalhar como assistente de palco, assim como “Júlia”, uma rapariga do interior, que resolve ir estudar para a grande cidade. “Passei pelo que ela está passando. Chega uma hora que todo jovem sonha em levar uma vida independente”, comenta.

No início das gravações, Juliana não tinha sequer tempo para sair à rua e avaliar a repercussão da personagem no público. Mas a primeira vez que jantou fora superou todas as expectativas. Estava na Barra da Tijuca com o namorado, Rodolfo Medina, quando uma mesa de adolescentes a abordou. “Eles fizeram até fila para pedir autógrafo. Quase não consegui jantar”, conta divertida.
A boa repercussão da sua personagem pode também ser estimada pelo número de cartas que tem recebido. Desde os tempos de “angeliquete”, quando até tinha clube de fãs, que Juliana não via a sua caixa de correio tão concorrida. “Não contei quantas cartas recebi, mas ainda não sou nenhuma recordista da Globo”, afirma.

Por conta do ritmo intenso das gravações, Juliana não tem muito tempo para ver a telenovela. Na primeira folga, tirou o dia para visionar duas cassetes de vídeo, com quase quatro horas de gravação ininterruptas das cenas em que participou. Como geralmente acontece quando se está a começar um novo trabalho, Juliana não gosto muito do que viu. “De vez em quando me pego fazendo umas caretas horríveis!”, conta.
Mas a autora de “New Wave”, Andréa Maltarolli, está muito satisfeita com o seu desempenho e não resistiu a telefonar-lhe para elogiar o trabalho que tem feito. Juliana nem queria acreditar. “Sempre acho que está horrível, mas fico satisfeita quando o elogio vem de alguém de fora. É sempre bom receber parabéns”, acrescenta.


Tempos difíceis

Até surgir o convite para “Malhação”, Juliana Silveira viveu uma época difícil por falta de propostas de trabalho. Ansiosa por natureza, a actriz chegou a tentar adivinhar o futuro através de cartas astrais, com o intuito de descobrir quando é que voltaria a gravar telenovelas. Sem saber o que fazer, pôs a hipótese de trabalhar com uma amiga, que estava prestes a criar uma assessoria de Imprensa. “Comigo não tem tempo ruim. Se tiver de fazer outra coisa, vou lá e faço”, assegura.

Ao longo destes tempos, o único convite que Juliana recebeu foi para a realização de uma sessão fotográfica em trajes colegiais para o "site" brasileiro “Morango”. Gostou da ideia, mas avisou de imediato que não faria nada em biquini. “Não sou do tipo que tem bunda empinada e peito grande.”, justifica. Aliás, um dos passatempos predilectos de Juliana é a fotografia. “Se deixarem, fico uma tarde inteirinha…”, exagera. Mas isso não quer dizer que esteja disposta a todo e qualquer tipo de sessão fotográfica. Para a actriz, os tradicionais nus artísticos das revistas masculinas, por exemplo, estão fora de questão. “Morro de vergonha”, esclarece.
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