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‘A Outra’ é a mais vista de sempre

Tozé Martinho não cabe em si de contente. A estreia de ‘A Outra’, da sua autoria, é a novela portuguesa com a estreia mais vista de sempre. "Estou deliciado. É uma alegria muito grande’, confessa ao CM, adiantando que já recebeu os parabéns da TVI, da produtora NBP, de colegas e amigos. "O telefone não tem parado", salienta entre risos.
26 de Março de 2008 às 00:30
As cenas iniciais de ‘Beatriz’ (Alexandra Leite) foram das mais impressionantes da estreia
As cenas iniciais de ‘Beatriz’ (Alexandra Leite) foram das mais impressionantes da estreia
"Só ainda não falei com a minha irmã [a escritora Ana Maria Magalhães] nem com a minha mãe [a actriz Tareca]. Reconheço que estou a adiar o telefonema para a minha mãe porque, tal como é hábito, escrevi um papel para ela que acabou por ser entregue a outra actriz. Ela ficou tristíssima porque queria muito fazer este trabalho. Mas acredito que está muito feliz com o resultado deste primeiro episódio", refere o autor.
Ontem, de passagem pela Baixa lisboeta, o autor foi parado constantemente pelo público anónimo que queria elogiar o seu trabalho.
"Fico muito satisfeito com o carinho das pessoas e sinto que o meu trabalho é recompensado por estas manifestações espontâneas. Além disso o facto de reconhecerem o meu trabalho é sinal de que ele é esforçado e sério", acrescenta.
A estreia de anteontem da novela ‘A Outra’ foi seguida por todos os segmentos da população, mas curiosamente teve o expoente, 73,8% de share, junto dos indivíduos com idade até aos 24 anos.
Para o director-geral da estação, José Eduardo Moniz, "isso deve-se ao facto de a TVI e a NBP procurarem organizar as produções pensando numa grande transversalidade de públicos e orientando-as, no fundo, para toda a família".
DISCURSO DIRECTO: "TVI PRIVILEGIA AQUILO QUE É PORTUGUÊS": José Eduardo Moniz, director-geral da TVI
Correio da Manhã – Co-mo analisa o sucesso da estreia de ‘A Outra’?
José Eduardo Moniz – Como uma consequência do trabalho continuado que a TVI e a NBP desenvolvem, desde há anos. Fica uma vez mais demonstrado que a criatividade, a capacidade de risco e a confiança nos valores nacionais podem fazer a diferença.
– Há uma estratégia da TVI para a ficção?
– A TVI aposta, como sabe, numa programação que privilegia aquilo que é português, numa estratégia que, embora de risco, tem implícita a convicção de que o País dispõe de condições para enveredar por produções que ombreiem com programas oriundos do estrangeiro. Novamente ficou patente que há capacidade interna para gerir ideias e gente capaz de as escrever, produzir, realizar e representar.
– O que distingue ‘A Outra’?
– O que se viu na noite de estreia foi a afirmação da maturidade da ficção que a TVI define como susceptível de merecer inclusão na sua grelha de programação, dando especial atenção aos conteúdos, à qualidade da escrita e aos standards de produção. O resultado permite, igualmente, perceber as razões pelas quais as novelas e séries da TVI estão a despertar cada vez mais curiosidade no estrangeiro
– A estreia beneficiou por coincidir com a viagem de Cavaco Silva a Moçambique?
– Foi coincidência, mas é natural que a beleza daquele país africano tenha também contribuído para seduzir muitagente.
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