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Correio da Manhã

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Abba ganham Eurovisão

Waterloo’, dos suecos Abba, foi eleita a melhor canção dos 50 anos da Eurovisão. A gala, transmitida anteontem em directo pela RTP 1, a par de mais 30 países, fez uma viagem no tempo e recordou os temas que fizeram história no panorama artístico internacional. Entre os finalistas, colocaram-se ainda ‘Nel blu di pinto de blu’, de Domenico Modugno (italiano), e ‘Hold Me Now’, de Johny Logan (irlandês).
24 de Outubro de 2005 às 00:00
O trio de suecos que ganhou a Eurovisão, com o representante da Universal Music da Suécia (à dir.)
O trio de suecos que ganhou a Eurovisão, com o representante da Universal Music da Suécia (à dir.) FOTO: Reuters
Ao longo de duas horas e meia de emissão, desfilaram, no palco do Fórum de Copenhaga, Dinamarca, canções que marcaram o festival da Eurovisão, que comemora agora o quinquagésimo aniversário.
A canção vencedora foi eleita entre 14 temas, previamente seleccionados pelos internautas e jurado da União Europeia de Radiodifusão. A apresentação esteve a cargo do letão Renars Kaupers, que se classificou em terceiro lugar na edição de 2000, e pela britânica Katrina Leskanich, a voz de ‘Katrina and The Waves’, vencedora do certame em 1997.
A gala recordou imagens dos vários anos de concurso, algumas a preto e branco. Simone de Oliveira, Paulo de Carvalho e Madalena Iglésias foram as vozes portuguesas que ‘passaram’ por Copenhaga. Para a primeira das cantoras, que participou por duas vezes na Eurovisão, com ‘Sol de Inverno’ (1965) e ‘Desfolhada’ (1969), constituiu uma honra ser uma referência num certame internacional. “Ainda bem que cantei aqueles dois temas. A ‘Desfolhada’, por exemplo, teve um impacto enorme. Foi uma glória para mim”, refere Simone de Oliveira, que, com pena, não assistiu à gala de anteontem. No entanto, considera que, nos últimos dois ou três anos, a Eurovisão deixou de ser “um festival de canções” para se tornar “num espectáculo de ‘music-hall’”.
Sem os Abba, o certame passou em retrospectiva as melhores canções e vozes, subindo ao palco muitas das estrelas que brilharam nestes últimos 50 anos. O irlandês Johny Logan, que fez furor em 1987, com ‘Hold Me Now’, foi uma das presenças mais notadas e a sala aplaudiu quando se voltou a ouvir a sua voz.
Entre os cantores que marcaram presença, destaque para os vencedores suecos de três edições da Eurovisão, que empunharam a bandeira em homenagem aos Abba, bem como Dana Internacional, a única transexual a ganhar o velho festival.
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