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Correio da Manhã

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AGORA É DE VEZ

Com a vida muito apertada, José Figueiras teve de pedir ajuda para aceitar mais esta incumbência profissional. Acabadinhos de chegar, os novos apresentador e animador fazem companhia a Maria João Simões e Fernanda Freitas na condução do talk show das tardes da SIC.
25 de Julho de 2002 às 17:41
Duas novas apostas. José Figueiras e Jorge Mourato passaram a integrar a equipa do “Às Duas Por Três”, o primeiro dos quais para recompor a presença masculina que, por motivos de saúde, foi deixada em aberto por Camacho Costa e, assim, completar o trio de apresentadores. A participação de Jorge Mourato visa criar um espaço de descontracção e humor, através da interpretação de personagens divertidas.

Desde Janeiro, data de estreia do programa, que a apresentação do mesmo tem sofrido constantes alterações. Do trio inicial começou por sair Júlia Pinheiro, substituída por Maria João Simões, e, depois, Henrique Mendes, em cujo lugar ficou Camacho Costa. Fernanda Freitas é o único dos apresentadores que se mantém desde a primeira hora. “Acho que este quarteto é definitivo. Houve uma grande empatia entre nós. Parece que já nos conhecíamos há anos e que já tínhamos trabalhado juntos”, diz José Figueiras. Jorge Mourato confirma: “Esta equipa está para ficar. Entendemo-nos todos muito bem e o programa tem estado com boas audiências.”

Para José Figueiras, a proposta para fazer parte da equipa do “Às Duas Por Três” foi completamente inesperada. Aliás, a ideia inicial era fazer apenas três programas, mas, mais tarde, a produção surpreendeu-o com a notícia para permanecer. “No início pensei que era brincadeira… fui mesmo apanhado de surpresa. Tinha a minha vida toda programada, gravar o ‘Totoloto’ à noite, o ‘SIC Altamente’ de manhã, levar os meus filhos ao colégio. Eu só pensei ‘eles devem estar doidos. Estou sozinho, desprevenido, como é que vou desdobrar-me?’ Acabei por aceitar com a condição de que alguém me ajudasse com a miudagem.” E, sem pingo de arrependimento, recorda: “Foi uma semana completamente de loucos!”

Substituir Camacho Costa não assustou José Figueiras. “ Nunca me senti com o papel de substituto. O meu único receio, e não de maneira nenhuma o meu medo, era que o programa tinha o registo do Camacho e, sejamos realistas, é uma pedra no sapato vir substituir alguém.” Curiosa-mente, a primeira pessoa a dar os parabéns a José Figueiras foi o próprio Camacho Costa. “Ligou-me do hospital a dar os parabéns, e conseguiu comover-me”, revela.

Neste momento, a linha do “Às Duas Por Três” é sobretudo de entretenimento com muita conversa, música e o reforço das personagens interpretadas por Jorge Mourato. O actor começou a fazer-se notar a partir de algumas interpretações que fez nas “Noites Marcianas” (SIC), onde tudo, ou quase, era permitido. Depois vimo-lo em “Super Sábado” (SIC), um programa menos conseguido, que durou pouco. Mas não desanimou – e a comprová-lo estão os novos bonecos, que fazem o agrado dos telespectadores.

Bonecos originais

Jorge Mourato está de volta à TV no “Às Duas Por Três”, mas com algumas alterações em relação àquilo que fazia nas “Noites Marcianas”, devido às diferenças de horas e de público. “Tentei fazer alguns bonecos semelhantes, mas que não fossem tirados a fotocópia. Talvez possam confundir a ‘Dona Genoveva’, que interpreto aqui, com a velhota das ‘Noites Marcianas’, mas esta aqui é mais recatada, mais sóbria e menos surda. Tem que se perceber que o público é muito diferente, há muitas crianças e idosos. Aqui não pode haver escorregadelas”, explica.

Também ao contrário das “Noites Marcianas”, em que tinha apenas algumas aparições, agora o actor está presente ao longo de toda a emissão. “A representação parte um bocado do improviso, do jogo dos apresentadores e de mim…A equipa é muito boa, são fantásticos, puseram-me logo à vontade e isso é muito bom para haver uma melhor prestação do trabalho”, afirma.
Em paralelo com as prestações em televisão, o actor faz teatro, a paixão da sua vida. Em Setembro poderemos vê-lo em palco numa peça de José Fanha intitulada “O Trombone”.

Novo “Tirolês” em hibernação

José Figueiras admite que a sua carreira musical talvez não se fique pelo austríaco “Tirolês”, que pôs muita gente em Portugal a cantar em 1996. “Já me fizeram umas propostas engraçadas, muito engraçadas mesmo”, revela o intérprete, que é casado com uma austríaca. Depois do grande sucesso do “Tirolês”, que chegou a disco de Ouro, o público não pára de se questionar sobre quando chegará o novo êxito.

Ao que parece, o problema passa mesmo pela falta de tempo. “Neste momento, não tenho tempo para pensar em nada, nem nos próximos dias ou meses. Se me perguntarem se eu estou disposto a fazer outra música, eu respondo ‘…vamos sim senhor, mas falem comigo numa outra altura’.” Mas há mais. Para aceitar um novo desafio, uma questão quer o apresentador deixar clara: ”Só entro na história da música se for uma coisa mesmo engraçada e tiver a ver comigo. A música, para mim, tem que ser um paralelo que me dê gozo e que dê para curtir.” O novo “Tirolês” está, pois, em hibernação.
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