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Correio da Manhã

Tv Media
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Ajustes dividem cúpula da TVI

José Eduardo Moniz anunciou anteontem, no ‘Jornal Nacional’, que a TVI procederá a pequenas mudanças na Informação. Os “ajustes”, como disse o director-geral da estação, poderão, na óptica de várias fontes contactadas pelo CM, provocar tensão entre a cúpula da TV líder de audiências.
4 de Janeiro de 2007 às 00:00
Fontes da Administração negam problemas com Moniz
Fontes da Administração negam problemas com Moniz FOTO: Pedro Catarino
Moniz, ao ser entrevistado no dia em que se ficou a saber que a Autoridade da Concorrência dera luz verde à espanhola Prisa para lançar uma OPA sobre a Media Capital, dona da TVI, no entender das nossas fontes, deu alguns sinais de desconforto para o exterior. Falou de Portugal e dos portugueses, criticou, a propósito da nova Lei da TV, as tutelas e insurgiu-se contra “as legislações e disposições que mal disfarçam algum intervencionismo”. “Não foi mera coincidência”, diz fonte da TVI.
A questão dos “ajustes” não foi aprofundada, nem, ontem, na TVI alguém ousou discorrer sobre eles, preferindo as nossas fontes dizer que desconhecem em absoluto que medidas serão adoptadas. O CM sabe, porém, que as mexidas na Informação a que Moniz se referiu com “pequenos ajustes” podem na intenção da Administração ir muito mais além.
Fontes próximas da Media Capital asseguram não haver qualquer problema entre os administradores e José Eduardo Moniz, dando como exemplo o facto de o director-geral até ajudar a Prisa na TV que detém em Espanha, a Cuatro. Outras fontes, porém, garantem que a área da Informação pode colocar Moniz em rota de colisão com os representantes da Prisa “a curto prazo”. Em causa estará a intenção da Prisa criar um cargo inexistente, o de director de Informação. Ora, a criação deste cargo, até agora acumulado pelo director-geral, merece a oposição de Moniz, que também não terá gostado de uma alegada tentativa de ingerência da Administração quando a subdirectora, Manuela Moura Guedes, solicitou entrevistas a alguns ministros.
Os gestores terão sido alertados por fontes governamentais para tal facto. A subdirectora de Informação acabou por não fazer nenhuma entrevista e continua fora do ecrã. O director-geral fala agora em “ajustes”. E, na Redacção, vai-se dizendo, entre dentes, que o que se pretende é tirar a tutela da Informação a Moniz e à sua Direcção, que integra Mário Moura e Manuela Mora Guedes.
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