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Correio da Manhã

Tv Media
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AMA DE DUAS GERAÇÕES

Mirtha Borgez, actriz que dá vida a Juanita, a mulher que cuidou das irmãs Garrido, em especial de Benedita (Danae Magalhães), depois da morte da mãe, está de regresso a “Sonhos Traídos” (TVI), desta vez para acompanhar a gravidez de Luísa (Cristina Carvalhal).
5 de Julho de 2002 às 22:17
Convidada pela NBP a gravar mais umas cenas, a conceituada actriz latino-americana veio a Portugal, onde se reencontrou com o elenco que esteve na Venezuela a rodar os primeiros episódios.

Mas para a actriz, emocionante a visita ao santuário de Fátima, para poder finalmente pagar uma promessa feita a Nossa Senhora de Fátima, numa altura em que a sua vida estava em perigo - a actriz sofria de uma doença grave nos pulmões devido ao tabaco. “Pedi a todos os santos mas foi a Virgem de Fátima que atendeu ao meu pedido”, salienta.

Apesar de estar cheia de saudades - palavra que aprendeu em Portugal - das quatro filhas e de outros tantos netos, Mirtha Borgez não pensa regressar tão cedo ao seu país. “Vim para gravar durante 15 dias, mas vou ficar mais tempo, muito possivelmente até Setembro. Entretanto, vou matando as saudades ao telefone”, adianta.

Com 40 anos de carreira artística, 30 dos quais a fazer televisão, a sexagenária está impressionada com o profissionalismo dos actores, realizadores e técnicos portugueses que considera irrepreensível.

A situação que se vive actualmente na Venezuela torna pouco apetecível o regresso a casa, apesar de ter lá deixado toda a sua família e amigos. “O país está um caos. Todos estamos com medo que a tensão entre os militares e os civis gere uma guerra fratricida”.

Para apaziguar a falta dos entes queridos Mirtha Borgez adoptou os companheiros de trabalho como uma nova família e, aos poucos, vai-se sentindo mais amparada: “São todos boa gente, muito carinhosos e atenciosos comigo”.

VISITAS OBRIGATÓRIAS

De Portugal conhece pouco. Passeou por Lisboa, que diz ser uma cidade limpa e bonita e salienta o cuidado que os portugueses têm com a preservação do seu património. “Na maioria dos países da América Latina os edifícios seculares são deitados abaixo para dar lugar a prédios. Os portugueses conservam a sua cultura”, refere.

Prometida está já uma ida ao Porto para conhecer a família de um dos genros, português que imigrou para a Venezuela e lhe deu dois netos lindos.
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