Barra Cofina

Correio da Manhã

Tv Media

AMULETO AJUDA RUELA NO REGRESSO

"Boa tarde. Carlos Cruz vai ficar em prisão preventiva.". Foi assim que Maria João Ruela se 'estreou' no 'Primeiro Jornal', da SIC, três meses após ter sido baleada no Iraque. A jornalista voltou ao trabalho com uma alta a 50 por cento, ou seja, parcialmente apta a trabalhar. E o CM seguiu todos os seus passos.
8 de Fevereiro de 2004 às 00:00
A repórter revelou que, sempre que está nervosa, sente a perna baleada tensa
A repórter revelou que, sempre que está nervosa, sente a perna baleada tensa FOTO: Sérgio Lemos
Apesar de ainda coxear e de andar devagar, a jornalista não perdeu a boa disposição e a vontade de voltar à vida normal. Nos estúdios desde as 10h00, a primeira coisa que fez foi tomar conhecimento das notícias do dia.
Por volta das 10h30 entrou para a maquilhagem que lhe ocupa quase 30 minutos. Elsa, que a maquilha há nove anos, tinha saudades. "É uma querida, uma excelente pessoa. Todos torcemos para que ficasse bem e que voltasse rápido".
Às 11h15, foi para a redacção onde conheceu o alinhamento e os pivôs e preparou os directos, sempre sob o olhar atento dos colegas Paulo Camacho e Miguel Monteiro. Estes mostraram-se contentes por ter Ruela de volta à SIC. "O seu regresso é uma alegria para todos", comentou Miguel Monteiro. Paulo Camacho, por seu lado, confessou: "Fiquei com a consciência pesada, porque a incentivei a arriscar numa aventura destas".
Às 12h20, Maria João deu o último retoque na maquilhagem e ajeita o cabelo. Celeste, a cabeleireira, ao pôr-lhe laca nota que a pivô estremece. "João, já não estás habituada", comentou.
A entrada no estúdio foi às 12h50, um pouco mais cedo do que é habitual. "Como agora ando mais devagar venho mais cedo". À hora de começar o telejornal, Maria João Ruela afirmou-se um bocadinho nervosa sentindo essa tensão na perna. "A perna onde fui baleada está muito tensa. Tudo o que me causa stress sinto aqui".
O 'Primeiro Jornal' começou e, apesar de umas gafes normalíssimas, que a pivô desculpou, na brincadeira, como "falta de experiência", tudo correu bem. No fim, Ruela era uma pessoa feliz. "No fundo, isto é quase como andar de bicicleta, nunca se esquece", desabafa.
Ou então, foi o amuleto que a ajudou. "O colar que usei foi-me dado pela minha mãe, quando fiz anos em Dezembro. Resolvi trazê--lo hoje como amuleto".
Ver comentários
Newsletter Diária Resumo das principais notícias do dia, de Portugal e do Mundo. (Enviada diariamente, às 9h e às 18h)