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Anacom prevê lucrar 109 milhões até 2019

Grande parte dos resultados positivos da Autoridade vai para os cofres do Estado.
Hugo Real 16 de Abril de 2017 às 09:22
Fátima Barros é a presidente da Autoridade Nacional de Comunicações
Fátima Barros é a presidente da Autoridade Nacional de Comunicações FOTO: Bruno Colaço
A Autoridade Nacional de Comunicações (Anacom), liderada por Fátima Barros, deverá obter mais de 109 milhões de euros de lucro durante os próximos três anos.

Os dados constam do ‘Plano Plurianual de Atividades’ do regulador para o triénio de 2017 a 2019 e mostram que os resultados vão melhorar de ano para ano. E, se a tradição se mantiver, grande parte deste valor será entregue ao Estado. Recorde-se que dos 31 milhões de euros positivos obtidos no exercício de 2015, o Estado recebeu quase 28,8 milhões de euros.

Para este ano, o regulador das comunicações prevê obter um lucro de 34,7 milhões, um valor que sobe para os 36,3 milhões no próximo ano e que em 2019 deverá atingir os 38,4 milhões (as contas de 2016 ainda não são conhecidas, mas o mesmo documento aponta para um resultado positivo de 31,2 milhões).

O bom desempenho financeiro da Anacom está diretamente ligado às receitas obtidas com a cobrança de taxas. Ao longo deste triénio, o regulador deve receber mais de 269 milhões de euros das empresas que atuam nestas áreas. A maior fatia, cerca de 168 milhões, virá das "taxas de utilização de frequências".

Seguem-se 89,25 milhões em "taxas de atividade de comunicações eletrónicas", 6,3 milhões em "taxas de atividade de serviços postais" e quase 5,2 milhões em "taxas de utilização de números". Já a nível dos custos, os gastos com pessoal continuarão a representar a maior fatia, com quase 25 milhões de euros anuais.
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