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Correio da Manhã

Tv Media

Aplausos rendem cada vez menos

A crise está a fazer aumentar a procura de trabalhos de figuração, apesar de estes renderem cada vez menos. Desempregados e reformados são os que mais procuram a participação em programas de televisão e anúncios publicitários.
5 de Novembro de 2012 às 01:00
Reformados e desempregados são os que mais procuram a figuração em programas
Reformados e desempregados são os que mais procuram a figuração em programas FOTO: João Miguel Rodrigues

Duas das maiores empresas a operar em Portugal, a Valente Produções e a Face People, confirmam ao CM a tendência de aumento do número de inscritos, isto apesar da queda dos cachets, que actualmente vão desde os 8 aos 25 euros por dia.

"Há cada vez mais pessoas a querer entrar neste mercado", diz a Valente Produções, agência que trabalha com a maior parte dos programas dos canais generalistas e que, actualmente, conta com 30 mil figurantes em carteira. A empresa refere ainda que o tipo de pessoas que procuram os seus serviços está a mudar. "Há uns anos tínhamos um tipo de figuração específica. Hoje em dia temos pessoas com 30 e 40 anos, chefes de família, que se agarram a qualquer coisa."

Uma tendência corroborada por Fátima Lopes, directora da Face Models, dona da Face People, que refere que são cada vez mais as pessoas "de todas as idades e classes sociais" que, em "desespero de causa", procuram este tipo de trabalhos. Também a empresária reconhece que "cada vez se paga menos". "Muitos clientes propõem trabalhos com um valor estipulado, mas nestes casos, o cachet que depois pagamos aos nossos contratados é ofensivo", afirma Fátima Lopes. Já a Valente Produções vai mais longe e denuncia: "Há agências a aceitar trabalhos por preços muito baixos e a explorar as pessoas."

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