"Apresentação é onde quero estar"

Actor de novelas, sente-se como peixe na água a conduzir ‘Rédea Solta’ e diz que ‘Ídolos’ foi dos melhores projectos.
24.12.09
  • partilhe
  • 0
  • +
"Apresentação é onde quero estar"
Pedro Granger Foto Sérgio Lemos

Correio da Manhã - De todas as áreas em que já trabalhou diz que a apresentação é a que mais o satisfaz. O ‘Rédea Solta’ preenche-o enquanto apresentador?

Pedro Granger - Nunca disse isso. Sou actor e apresentador, adoro fazer as duas coisas. O que sempre disse foi que em televisão tenho muito mais gozo a apresentar e fazer o ‘Rédea Solta’ tem sido um óptimo desafio.

- O facto do programa estar na TVI 24 pode não lhe dar a visibilidade que merece?

- O programa tem tido uma óptima aceitação por parte do público, é um dos programas mais vistos do canal e no formato actual penso ser o espaço certo para ele.

- O programa é agora palco de discussões entre juventudes partidárias. Sendo, assumidamente, um seguidor da política nacional, acha que neste formato o programa alicia-o mais? De quem partiu a ideia?

- É uma coisa que me apetecia fazer há muito tempo, e quando o Zé Eduardo [Moniz] criou o programa falei-lhe nisso e ele disse que seria uma evolução possível. Cá está ela. E numa altura em que se diz que os jovens não ligam nada à política é bom ver que ainda há muita gente nova que acredita e quer fazer coisas.

- De que forma o formato de debate pode enriquecer o programa, levando-o para um patamar que vai para além do entretenimento?

- Não me parece que este seja um programa de entretenimento puro. É um talk show mais virado para a informação do que para o entretenimento.

- Do que vê no programa, admite que os jovens portugueses estão conscientes da situação real do País?

- Uns mais, outro menos. E num momento em que se diz que os jovens não se interrogam sobre a política, é bom ver que ainda há gente nova motivada. Isso é o que tiro de mais positivo do programa.

- Durante a Gala de Natal da TVI brincou com Bernardo Bairrão [director-geral da TVI], pedindo-lhe um presente para 2010. Que presente seria esse?

- O Bernardo, o Luís Cunha Velho, a Gaby [Gabriela Sobral], a Júlia Pinheiro, todos sabem que, de há alguns anos para cá, quero apostar mais na área de apresentação. Foi apenas uma brincadeira a lembrar isso. Mas, como é óbvio, sou eu quem está ao serviço da estação e não o contrário.

- Foi o primeiro apresentador de ‘Ídolos’, na SIC. Qual o ponto forte do programa, não só no sentido de lançar novos talentos musicais, como da apresentação, tendo em conta que também deu um grande salto na carreira com ele?

- Sobre o ‘Ídolos’ a única coisa que vou dizer é que foi dos projectos que mais gostei de fazer na vida. Foi um enorme prazer trabalhar com a Sílvia [Alberto]. E o programa está muito bem entregue a quem está à frente dele agora.

- Foi convidado para a dobragem do filme ‘Alvim e os Esquilos 2’, no papel de Dave. Tendo em conta a sua personalidade, não se identificaria mais com um dos esquilos?

- (Risos). Colocadas as coisas nesses termos até é capaz de ter um bocadinho de razão.

- Como se prepara para este tipo de trabalho? 


- Confio muito no Zé Jorge Duarte. Foi ele quem me dirigiu nas últimas dobragens de animação que fiz.

- Neste trabalho, acha que o mais importante é dar um pouco da sua pessoa à personagem de forma a que identifiquemos nela o Pedro Granger ou o importante é ser o Pedro a adaptar-se à personagem, sobretudo tendo em conta que o Dave é um actor já conhecido?

- Sou eu ao serviço da personagem claro ( como em qualquer tipo de trabalho de actor). Só assim faz sentido.

- Esteve recentemente a gravar a série ‘37’. Trabalhar neste formato pode ser mais aliciante para os actores?

- Sinceramente? Sim. Há mais tempo para preparar as coisas, mais cuidado a fazê-las e não há a dolorosa imensidão de meses – hoje em dia quase um ano – de gravações como nas telenovelas. Acho que a série está muito boa, o Rui Vilhena está de parabéns.

- Tem o hábito de fazer novelas de quatro em quatro anos. Assim sendo, é possível que em 2010 o vejamos numa novela? Já tem alguma proposta?

- (Risos). Um bocadinho menos mas sim, é possível que faça a novela do Rui Vilhena.

- Que papel mais o aliciaria fazer neste momento?

- Deixo isso nas mãos do Rui [Vilhena), nos papéis que me deu para fazer até hoje nunca me desiludiu. Mas se tiver de morrer (como de costume nos seus trabalhos), que morra da maneira mais estapafúrdia possível.

SÉRIE 37

"ESTE PAPEL É MAIS INTERESSANTE"

- Estamos habituados a vê-lo no papel de bonzinho, mas em ‘37’ desempenha um papel diferente. Houve dificuldades acrescidas? Vamos poder ver um Pedro Granger diferente?

- No cinema e no teatro tenho feito papéis muito diferentes mas nas quatro novelas que fiz os papéis eram, de facto, na onda dos bonzinhos sofredores. Este é bastante diferente e por isso bastante mais interessante de fazer.

- Na série tem um irmão autista. Tentou lidar com esta realidade para interpretar a sua personagem?

- Já conhecia um pouco dessa realidade, contei com a ajuda de algumas pessoas, como a Ana e o seu filho Pedro, que me ajudaram imenso. Fiz as pesquisas que tinha a fazer, contactei com alguns autistas e pronto... fui gravar.

PERFIL: O PROFISSIONAL DOS SETE OFÍCIOS

Estreou-se na TV em 1999 com ‘Médico de Família’, mas foi como protagonista de ‘Jardins Proibidos’ que deu o salto da sua carreira. Desde então tem somado projectos na área da representação, onde se destacam ‘Dei-te quase Tudo’, ‘Fascínios’, ‘Olhos nos Olhos’ e ‘Equador’ (TVI), ‘O Jogo’ e ‘Bairro da Fonte’ (SIC), ‘A Lenda da Garça’ e ‘Um Estranho em Casa’ (RTP). Na apresentação destacou-se em ‘Ídolos’, ao lado de Sílvia Alberto. Actualmente está à frente de ‘Rédea Solda’, na TVI 24. No teatro participou em ‘O Rapaz dos Desenhos’, ‘(O)pressão’ e o ‘O que É que Estás a Pensar?’. A música é um dos seus hóbis e participa em campanhas de publicidade.

pub

pub

Ver todos os comentários
Para comentar tem de ser utilizador registado, se já é faça
Caso ainda não o seja, clique no link e registe-se em 30 segundos. Participe, a sua opinião é importante!