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Correio da Manhã

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ARMAMENTO DE GUERRA PARA SILENCIAR SBT

A suspensão do episódio de quarta-feira passada da 'Casa dos Artistas', do SBT, decretado pela justiça, continua envolto em polémica no Brasil, à medida que se vão conhecendo detalhes da operação.
10 de Outubro de 2004 às 00:00
Um dos vários momentos do programa brasileiro
Um dos vários momentos do programa brasileiro
Um dos que gerou maior celeuma foi o uso de armamento de guerra pelos homens da Polícia Federal que entraram na sede da TV de Sílvio Santos, nos arredores de São Paulo, para fazer cumprir a acção judicial. Como se fosse uma guerra ou, no mínimo, um confronto com perigosos traficantes, a Polícia Federal invadiu o Sistema Brasileiro de Televisão empunhando, além do armamento usual, potentes fuzis automáticos de última geração.
Durante a proibição de 'Casa dos Artistas', ou de qualquer outro programa - entre as 21 horas e 21h35 de quarta-feira - os policiais controlaram a sede da emissora (a segunda mais importante do Brasil, depois da Globo). Nesse período, o SBT exibiu no ecrã uma tarja preta.
A suspensão foi uma punição da Justiça a cenas exibidas um dia antes no programa, pelo facto de os participantes terem simulado, com muito realismo, cenas de sexo explícito. Além de cenas mais fortes só serem permitidas a partir das 23 horas, e nunca sexo explícito, tudo não passou de encenação, segundo agora se garante. Na última edição de 'Casa dos Artistas', há dois anos, a SBT já tinha chocado o Brasil com as imagens explícitas de uma relação sexual de Frota com outra concorrente. Até hoje não se sabe se foi ou não encenação. O marido da concorrente e a recém-esposa de Frota chegaram a afirmar que iam pedir o divórcio mas, no final, tudo acabou em paz.
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