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Correio da Manhã

Tv Media
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Barroso e Viana em rota de colisão

O presidente e o director de Informação da agência Lusa entraram em rota de colisão. Uma das primeiras consequências do diferendo, que assenta nos resultados negativos da Lusa TV no segundo semestre de 2006, garantem as nossas fontes, passará por uma advertência da administração, presidida por José Manuel Barroso, a Luís Miguel Viana, o qual acusou os superiores herárquicos de limitarem as condições de trabalho da editoria do audiovisual.
17 de Dezembro de 2006 às 00:00
José Manuel Barroso não quer a Lusa TV a perder dinheiro. Luís Miguel Viana reclama aposta no audiovisual e internet
José Manuel Barroso não quer a Lusa TV a perder dinheiro. Luís Miguel Viana reclama aposta no audiovisual e internet FOTO: Jorge Godinho
A demissão do editor-coordenador da Lusa TV, Sérgio Soares, ainda fará correr alguma tinta na agência de notícias. O jornalista queria que a administração fizesse contrato com uma estagiária. Foi corroborado pela Direcção de Informação, mas a administração não aceitou, com o argumento de que a Lusa TV foi criada para dar lucro.
De dois, a equipa da Lusa TV passou a seis elementos, perdendo, agora, um deles, a tal jornalista estagiária. Embora com mais do dobro dos meios humanos, Viana reclama mais profissionais. O director de Informação argumenta que o futuro da agência assenta no audiovisual e internet, sendo, por isso, indispensável uma forte aposta no sector. A administração, segundo as nossas fontes, diz que sim, mas sem deitar dinheiro à rua, escorando-se no facto de a criação da Lusa TV assentar na componente comercial. Ora, este ano, os resultados, dizem fontes da agência, cairão 50% relativamente a 2005. Viana contesta: “Os resultados são positivos.” Fonte da administração refere que, no segundo semestre, “são negativos. Neste período, excepto Novembro, todos os meses deram prejuízo”.
DIRECTOR SERÁ CHAMADO À PEDRA
Luís Miguel Viana vai ser chamado à pedra pela administração da Lusa, garantiu ao nosso jornal fonte próxima daquela estrutura. Em causa estão as declarações do jornalista ao ‘JN’: o director de Informação afirmou que a administração da empresa tem vindo “a limitar as condições de trabalho da Lusa TV”, qualificando de “inexplicável” o facto de a agência não ter renovado contrato com uma jornalista da editoria do audiovisual.
As declarações não só caíram mal na administração como, até, em alguns jornalistas da Lusa, os quais argumentam que “o director enfrenta cada vez mais problemas na Redacção”. José Manuel Barroso, presidente do Conselho de Administração da agência, confrontado pelo CM com o teor das declarações de Luís Miguel Viana, deixou, de forma implícita, um recado: “Não troco impressões de trabalho através da Imprensa.”
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