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“BCP pretendia decapitar o ‘Sol’”

O BCP começou por ser nosso amigo mas, com a entrada de Armando Vara e a publicação das notícias sobre o caso Freeport, transformou-se num cavalo de Tróia. O objectivo era decapitar a direcção do jornal e alterar a linha editorial", acusou José António Saraiva, director do ‘Sol’, ontem ouvido pela Comissão Parlamentar de Ética sobre as alegadas interferências do Governo na Comunicação Social.
27 de Fevereiro de 2010 às 00:30
José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’ esteve ontem na comissão de Ética
José António Saraiva, director do semanário ‘Sol’ esteve ontem na comissão de Ética FOTO: Miguel A. Lopes

Sobre a relação com o BCP, que foi o accionista fundador do ‘Sol’, o seu director afirmou que, depois de ter sido publicada uma notícia sobre o caso Freeport, um subdirector do semanário recebeu "um telefonema de uma pessoa muito próxima do primeiro-ministro que dizia que a relação do banco com o jornal dependia da próxima manchete".

Contactado pelo CM, o BCP não quis "comentar o que foi dito na Comissão de Ética". Sublinhando a importância das escutas, Saraiva referiu que elas permitiram revelar que havia "um plano em marcha para controlar a Comunicação Social" e "um encobrimento do poder político pelo poder judicial".

Saraiva acusou também a Cofina [que detinha uma partipação accionista de 33%] de "tentar uma simulação de venda para afastar vozes incómodas". Um porta-voz do grupo, que detém o Correio da Manhã, explica que "a saída da Cofina do ‘Sol’ deveu-se, exclusivamente, à circunstância de entender que não estavam reunidos os pressupostos empresariais que reputa indispensáveis para a viabilidade de qualquer publicação".

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