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Correio da Manhã

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CABO VERDE RENDIDO

As bancadas do Estádio da Várzea, na Cidade da Praia, Cabo Verde, com capacidade para oito mil pessoas, estavam completamente lotadas no concerto da “Operação Triunfo”, que se realizou no domingo. O terreno, com as dimensões regulares de qualquer campo de futebol, também esteve cheio e a multidão extravasou mesmo as quatro linhas. Recorde-se que o preço dos bilhetes rondava os seis euros.
15 de Julho de 2003 às 00:00
Sofia deslumbrou os seus compatriotas, há muito rendidos aos seus (en)cantos
Sofia deslumbrou os seus compatriotas, há muito rendidos aos seus (en)cantos FOTO: Luís Ferreira
O espectáculo, que começou às 22h00 locais (00h00 em Lisboa), foi dinâmico e os artistas cantaram temas já conhecidos do público presente: "Canção do Mar", "Povo Que Lavas no Rio", "Com um Brilhozinho nos Olhos", "Unforgetable", "Let's Get Loud", "When a Man Loves a Woman", "I Will Survive", "Purple Rain", "Borboleta" ou "Acreditar".
O público vibrou e participou, entoando pelo menos os refrões com os artistas que, embora já soubessem da grande popularidade que têm em Cabo Verde ficaram, mesmo assim, surpreendidos.
Ao longo do concerto, os jovens souberam puxar pelos presentes e estes corresponderam. Também ajudou o esforço de comunicação feito pelos "triunfitos", que puxaram pelo público... em crioulo. Não revelaram quem lhes terá ensinado as palavras certas para serem ditas no momento certo, mas ganhará quem apostar que ali houve o dedo de Sofia Barbosa.
Manuel foi quem mais sucesso fez, tendo conseguido, apenas com um ligeiro sotaque alfacinha, utilizar uma expressão que o sucesso de Sofia no concurso da “OT” criou e consagrou: "Odja Sofia Mata, Lá". Era com estas palavras que o público praiense saudava a luso-cabo-verdiana sempre que que cantava no concurso, querendo dizer, numa tradução livre, "vejam a Sofia arrasar".
O concerto de domingo na cidade da Praia foi a reposição do de Monsanto, em Lisboa (no passado dia 5), apenas com a diferença de Sofia ter interpretado "Borboleta", canção escrita em crioulo por Sara Tavares e que não constava do alinhamento original. Foi uma forma da artista homenagear os cabo-verdianos.
Recorde-se que o espectáculo estava agendado para sábado, mas foi adiado devido à queda do palco.
CONCERTO CARO
João Carvalho, da Ritmos, produtora do espectáculo, lamentou que não tenha sido possível levar o evento a outras ilhas do arquipélago, por ser uma produção extremamente cara: "Fazer este concerto em Cabo Verde custa mais de 20 mil contos (cerca de 200 mil euros)", e por isso não nos era possível fazer a sua reposição noutros pontos do país", explicou o promotor, adiantando ter, por isso, autorizado a sua transmissão em directo pela rádio e pela televisão, "de forma a que todos os cabo-verdianos pudessem assistir".
Quanto à forma como tudo correu, João Carvalho considerou que "não podia ter sido melhor", uma vez que, na sua opinião, estabeleceu-se uma "forte relação de amor recíproco entre os artistas e os fãs".
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