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Correio da Manhã

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Conselho de Opinião contra administração

A escolha de Francisco José Oliveira para suceder a José Nuno Martins como provedor do Ouvinte acaba de colocar o Conselho de Opinião (CO) da RTP contra a administração da empresa pública. A prova mais evidente do mal-estar poderá ser, em limite, o veto ao nome que, anteontem, foi dado a conhecer ao CO.
29 de Março de 2008 às 00:30
Conselho de Opinião contra administração
Conselho de Opinião contra administração FOTO: Pedro Catarino

A lei não deixa margem para dúvidas: a indigitação do provedor tem de ser validada pelo CO. Este órgão, presidido por Manuel Coelho da Silva, que se escusou a falar ao CM, não foi tido nem achado na opção pelo antigo director e fundador da Rádio Nova e vice-presidentedaAssociação Portuguesa de Radiodifusão. No entendimento do CO, sabe o nosso jornal, deveria ter havido discussão sobre nomes de candidatos ao lugar. Não foi o que aconteceu. Anteontem, a administração da RTP confrontou o CO com o nome de Francisco José Oliveira, que se iniciou na Rádio em Angola e mantém uma excelente relação com o vice-presidente da RTP, José Marquitos, iniciada precisamente na Rádio Nova, do grupo Sonae. O próprio Oliveira confirmou-nos a amizade que o une ao administrador da RTP.

O CO, sabe o nosso jornal, não coloca em causa nomes, mas, tão-só, o procedimento adoptado pela administração da RTP. E, por isso, vai, muito provavelmente, mostrar o cartão vermelho à equipa dirigida por Guilherme Costa.

Francisco José Oliveira, um dos responsáveis pela agência de comunicação Emirec e antigo jornalista do extinto diário ‘A Luta’, poderá obter, até, o parecer favorável do CO, o qual, repita-se, tem poder de veto. Mas, de acordo com as nossas fontes, mesmo ocorrendo tal cenário, não se deve excluir "a possibilidade de haver conselheiros a votar contra, o que fragilizaria o indigitado provedor do ouvinte".

PAQUETE DE OLIVEIRA RECONDUZIDO

Paquete de Oliveira será reconduzido como provedor do Telespectador. Houve "um processo de entendimento entre a RTP e os dois provedores, o do Telespectador e o do Ouvinte, pelo que a continuidade do primeiro e a saída do segundo não encerraram qualquer surpresa", explica ao CM fonte oficial da empresa pública. O provedor doOuvinte, José Nuno Martins, esclareça-se, sempre disse que cumpriria apenas um mandato.

 

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